OPINIÃO

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Qual o posicionamento sadio no conflito Israelo-Palestino, num mundo infecionado por “pandemia ideológica”? 11 Novembro 2023

A invasão terrorista do Hamas em outubro de 2023 foi o maior avanço bélico na guerra entre Israel e Palestina. O Israel retaliou e, um dia depois dos ataques, emitiu uma declaração oficial de guerra contra o Hamas por intermédio do seu primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

Por: José Mendonça Monteiro*

Qual o posicionamento sadio no conflito Israelo-Palestino, num mundo infecionado por “pandemia ideológica”?

O Israel retaliou uma incursão do Hamas (que no dia 07 de outubro de 2023, bombardeou e infiltrou no Israel, tendo feito de reféns e levados para a Palestina mais de 100 israelenses), com bombardeios que vitimaram mais de 300 cidadãos, além disso, emitiu uma declaração oficial de guerra um dia depois das primeiras investidas contra o Hamas.

Os judeus viviam no Reino de Israel, dominado pelo Império Romano em 37 a.C. Em 70 d.C. se rebelaram e entraram em guerra contra Roma, no entanto foram derrotados e expulsos do território. Cerca de 60 anos depois, por volta do ano 130 d.C., os judeus tentaram retomar o lugar e mais uma vez foram derrotados pelos romanos. O território foi rebatizado pelo Imperador Adriano de Palestina, na tentativa de apagar os vestígios dos judeus na região.

Palestina deriva do termo Pelèshet, traduzido em Filistia (Palestina), significando Terra dos Filisteus. Os Filisteus eram um povo do Mediterrâneo que se estabeleceu na área costeira do Israel. Lá fundaram alguns assentamentos entre elas a Gaza e Ekron.

A TERRA PROMETIDA

Para a religião judaica, a terra do atual Israel havia sido prometida por direito divino, portanto, esse foi o lugar escolhido para a formação do Estado.

PROCLAMAÇÃO DA FUNDAÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL

No dia 29 de novembro do ano 1947, a assembleia-geral da ONU aprovou o estabelecido de que a Israel seria formada por 53,5% das terras, a Palestina por 45,4%, enquanto que o restante corresponderia a Jerusalém, sob controlo internacional.

Em 14 de maio de 1948, foi proclamada a fundação do Estado de Israel.

A CRIAÇÃO DA OLP

Em 1964, foi criada a Organização da Libertação Palestina (OLP). O seu foco era a luta armada e o objetivo era reconquistar os territórios perdidos para Israel. Yasser Arafat, líder da OLP a partir de 1969 (faleceu em 11 de novembro de 2004), foi um nome de grande destaque no movimento.

GUERRA DOS SEIS DIAS

Em 1967, ocorreu outro conflito de Israel com os seus vizinhos. Egito, do Gamal Abdel Nasser e países vizinhos posicionaram a suas tropas atacando Israel. Em apenas seis dias o Israel tomou a Faixa de Gaza, a Península do Sinai, as Colinas de Golã, a Jerusalém Oriental e a Cisjordânia.

GURRA DO YOM KIPPUR

Em 1973, um novo conflito: A Guerra do Yom Kippur na tentativa de reaver os territórios perdidos. Israel conquistou outra vitória, dessa vez com o apoio direto dos Estados Unidos. Como forma de retaliação, os países árabes criaram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), atuando como um cartel petrolífero, inflacionando o preço do barril de petróleo, provocando uma grande crise económica no Ocidente.

ACORDOS

Em 1979, Israel devolveu a Península do Sinai para o Egito, com mediação dos Estados Unidos. Um acordo (Acordos de Camp David), foi selado entre os países do Oriente Médio. Os egípcios recuperavam os seus territórios e em troca reconheciam o Estado de Israel, contudo, o povo palestino cada vez mais isolado, reagiu às negociações.

PRIMEIRA INFILTRADA

Em 1987, a população árabe da Palestina insurgiu-se contra o Estado de Israel. A reação do Estado judeu foi dura e promoveu um grande massacre contra os insurgentes.

HAMAS

No ano de 1987, foi criado um grupo radical de árabes palestinos, com objetivo de recuperar as terras dominadas por Israel e eliminar o Estado judeu do Oriente Médio. Apesar de existir teses de que Israel criou Hamas para enfraquecer o outro grupo palestiniano, certo é que as autoridades israelenses consideram o Hamas um grupo terrorista.

ACORDO DE OSLO

Em meados da década de 90, Yasser Arafat e o primeiro-ministro israelense, Yitzhak Rabin, chegaram a um acordo, criando a Autoridade Nacional Palestina, responsável por todo o território da Palestina, envolvendo partes da Cisjordânia e a Faixa de Gaza, sendo este, deixado de lado por novas autoridades de Israel em 1995, após o assassinato do Yitzhak Rabin.

SEGUNDA INFILTRADA

Nos anos 2000, o primeiro-ministro israelense Ehud Barak, tentou negociar com o líder da OLP, Yasser Arafat, um novo acordo. A OLP, numa ofensiva liderada por Hamas, respondeu lançando ataques de homens-bomba que mataram mais de 1.000 cidadãos civis de Israel. A Israel retaliou, demolindo casas de palestinos.
Em 2004, morre o líder do Hamas, encerrando o conflito da segunda infiltrada.

NOBEL DA PAZ

Um cessar-fogo entre Israel e os palestinos, com iniciação da desocupação da Faixa de Gaza e das partes da Cisjordânia por Israel, fez com que, em 2005, o primeiro-ministro Ariel Sharon recebera o Nobel da paz.

EMBARGO ECONÓMICO

Em 2006, com a derrota do Fatah nas eleições pelo Hamas, Carros-bomba e mísseis balísticos voltaram a ser lançados contra Israel pela autoridade da Palestina. A resposta foi imediata. Além, da resposta militar, Israel declarou embargos económicos contra Gaza.

Os palestinos acusam os israelenses de usarem forças militares desproporcionais nos recentes ataques, por outro lado, o Estado judeu acusa o Hamas de praticar atos terroristas e utilizar a sua população como escudo. A ONU posicionou através do seu secretário-geral, António Guterres, ao afirmar que os ataques do Hamas não aconteceram do nada, reforçando que o povo palestiniano foi submetido a 56 anos de ocupação sufocante, recebendo uma censura de maneira brutal por parte das redes sociais dos israelenses e da sua diplomacia.

A NOVA GUERRA

Os palestinos são um povo islâmico sem pátria. São tidos como refugiados em qualquer lugar que vão. Outro, sim, a vida em Gaza não é melhor que a nos campos de refugiados. Frequentemente os seus suprimentos de gás, energia elétrica e água potável são cortados pelo governo.

A invasão terrorista do Hamas em outubro de 2023 foi o maior avanço bélico na guerra entre Israel e Palestina. O Israel retaliou e, um dia depois dos ataques, emitiu uma declaração oficial de guerra contra o Hamas por intermédio do seu primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

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*Licenciado em Direito; Técnico de Segurança Pública; Pós-graduando em Direito Penal e Direito Processo Penal militar

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