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"Rachadinha de Flávio Bolsonaro": Queiroz é detido em casa de advogado no interior de SP e entregue à Justiça do Rio 19 Junho 2020

Já foi entregue à Polícia Civil no Rio, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro detido na manhã de hoje (5ª fª, 18) em Atibaia, a 50 km da cidade de São Paulo, na casa do advogado de Flávio Bolsonaro. A detenção aconteceu a pedido do Ministério Público do Rio, numa operação conjunta do MP de São Paulo e Polícia Civil. Também foram cumpridos, em simultâneo, mandados num imóvel do Rio de Janeiro onde funciona o gabinete de apoio local ao senador Flávio Bolsonaro.

O crime financeiro "rachadinha" tem no centro o então deputado Flávio Bolsonaro e já tem um primeiro detido: Fabrício Queiroz, hoje aposentado da Polícia Militar, que está desde 2018 a ser investigado sobre esquemas de ’rachadinha’. Ele é suspeito de ter movimentado pelo menos 1,2 milhão de reais em operações suspeitas.

A "rachadinha" é um crime financeiro que consiste na devolução, a políticos, de salários por parte dos seus funcionários de gabinetes. Neste caso envolve a Alerj-Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro no tempo em que Queiroz foi assessor do deputado Flávio Bolsonaro.

O paradeiro do ex-assessor foi objeto de especulação desde que deixou o Rio e foi morar em São Paulo onde tem estado em tratamento de um cancro do intestino no Hospital Israelita. Em fins do ano passado uma reportagem da revista Veja dava-o a residir no seleto bairro do Morumbi, na capital paulista. Depois, a própria investigação perder-lhe-ia o rasto ... até esta manhã.

A ligação entre os Bolsonaros e Frederico Wasseff — o dono da casa onde Queiroz foi detido esta manhã, enquanto a polícia o procurava desde 2019 — advém de que o advogado está desde 2018 a defender Flávio Bolsonaro no caso "rachadinha" e defendeu Jair Bolsonaro no ataque de que foi vítima durante a campanha presidencial, em setembro de 2018.

Esposa de Fabrício está foragida

Funcionária de Flávio Bolsonaro de 2007 a 2017, Márcia Oliveira Aguiar, esposa de Queiroz, tem um mandado de prisão contra si, emitido junto com o do marido.

Segundo a Globo, "agora ela é considerada foragida".

Morte de Adriano Nóbrega, também investigado

Segundo investigações do Ministério Público, Queiroz era amigo de Adriano da Nóbrega, que foi excluído, no final do ano transato, da lista dos criminosos mais procurados do país, e pouco depois foi morto pela polícia como foragido.

A lista que inocentava Nóbrega foi divulgada via Twitter por Moro, que citou "critérios técnicos", seguindo orientações de Jair Bolsonaro.

Foragido havia mais de um ano, o ex-polícia Militar era citado na investigação à prática da "rachadinha" no antigo gabinete do então deputado estadual, Flávio Bolsonaro.

A ligação de Nóbrega a Flávio está, segundo a imprensa brasileira, documentada pelo menos desde 2003, ano em que o filho do presidente Jair Bolsonaro fez na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, uma homenagem ao polícia miliciano Adriano, então preso por homicídio.
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Fontes: Globo/Folha de São Paulo/... Relacionado: Brasil: piorou de 96º para 105º no Ranking da Corrupção — "Rachadinha" de Flávio Bolsonaro já repercutiu, 16.fev.020; Brasil: ’Queima de arquivo’ poderá estar por trás da morte do ex-capitão Nóbrega ligado a Flávio Bolsonaro no caso "rachadinha", 10.fev.020. Fotos: Casa do advogado dos olsonaros, onde foi detido Queiroz. Foto inserta, à d.ta: Queiroz e Flávio.

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