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Rainha regente morre 1 mês depois do rei dos Zulus 30 Abril 2021

Faleceu, nesta manhã de sábado, aos 65 anos, a rainha Mantfombi Ma Dlamini, que ocupou a regência há um mês à espera do sucessor do rei Goodwill Zwelithinido, falecido aos 72 anos a 12 de março. A sucessão — que conta com quase duas dezenas de candidatáveis, já que o rei foi pai de vinte e oito filhos havidos dos seus seis matrimónios — complica-se com a morte intempestiva da regente.

Rainha regente morre 1 mês depois do rei dos Zulus

"É com a mais profunda dor que a Família Real anuncia o falecimento inesperado de Sua Majestade, a Rainha Shiyiwe Mantfombi Dlamini Zulu, Regente da Nação Zulu", comunicou o príncipe Mangosuthu Buthelezi, o primeiro-ministro do reino de catorze milhões de súbditos.

A causa da morte da rainha regente, um mês após a família real zulu a nomear para a função, não foi comunicada.

Irmã do último monarca absoluto

Prenunciam-se dificuldades na sucessão ao Reino de KuaZulu-Natal. Esta morte precoce da regente não permitiu aplainar os caminhos do próximo sucessor do rei, como por exemplo aconteceu no reino vizinho suazi, ao qual existem ligações estreitas.

De facto, o elevado estatuto de Mantfombi liga-se à sua origem na família real suazi, como filha do rei Ngwenyama Sobhuza II, falecido em 1982. Uma das esposas, a rainha Ntombi, assumiu a direção do país durante quatro anos, até à maioridade do filho, em 1986.

O novo rei suazi ascendeu ao trono como Mswati III. A sua escolha dentre as largas dezenas de irmãos dever-se-á quer à coincidência entre data da independência do país e o nascimento do príncipe, 19 de abril de 1968, quer ainda à forte personalidade da mãe, a única das 14 esposas reais que só teve um filho.

Mswati III destaca-se como um soberano moderno na condução económica do país. À semelhança do seu cunhado, rei Goodwill Zwelithinido, apostou no turismo. E com a história do seu lado, até mudou o nome da Suazilândia para Eswatini, o último reino com um monarca absoluto em África (Reino de E-Swantini: 50 anos independente muda de nome "para evitar confusões", 22.abr.018).

Prenúncios de conflito na sucessão

Em Joanesburgo, politólogos começam a analisar as consequências da morte precoce da regente.

O príncipe Misuzulu, de 43 anos, o primogénito dos oito filhos que esta "Grande Esposa Real" teve com o rei Goodwill Zwelithini— pai de vinte e oito filhos havidos dos seus seis matrimónios — poderia até ser o favorito à sucessão, mas a morte intempestiva da regente coloca-lhe muitos escolhos até ao trono.

O papel da realeza zulu na sociedade sul-africana, embora tido como cerimonial, continua a ter enorme influência, reconhecida pelo fundo que o tesouro da república paga anualmente à Realeza venerada pelo maior grupo étnico do país de Nelson Mandela.

Anualmente os sul-africanos contribuem com um montante aproximado de 500 milhões CVE (500 mil contos) para o orçamento da Família Real Zulu.

Fontes: BBC/Mail Guardian.co.za/.../Literatura histórica. Relacionado: Rainha é regente dos zulus à espera do sucessor, 30.mar.021; Rei Zulu desde 1968 promotor do turismo morre "de diabete" na África do Sul, 03.mar.021; Reino de E-Swantini: 50 anos independente muda de nome "para evitar confusões" Suazilândia/Switzerland ’Suiça’, 22.abr.018. Rei Zulu desde 1968 promotor do turismo morre "de diabete" na África do Sul, 13.mar.021. Fotos (AFP/EPA): Mantfombi Ma Dlamini. As exéquias do rei em fins de março: a "Grande Esposa Real" têm lugar de destaque na cerimónia fúnebre; a única fotografia que mostrava o rosto de Mantfombi tinha sido captada durante a Umhlanga, pouco antes de casar-se adolescente em 1977.

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