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Rainha de província da RDCongo quer criar Casa de Afrodescendentes em Cabo Verde 12 Outubro 2022

A rainha Diambi, de Bakwa Indu, província de Kasai Central, na República Democrática do Congo, manifestou hoje, na Praia, a vontade de criar uma Casa de Afrodescendentes em Cabo Verde, para ligar as comunidades com a terra natal.

Rainha de província da RDCongo quer criar Casa de Afrodescendentes em Cabo Verde

“Queremos ver um centro que permite que os outros possam vir aqui para se conectarem com a sua família africana e para projetos conjuntos, como investir, estudar, viver – por que não? - aprender com a cultura e ser uma ponte para as comunidades que estão em território africano”, afirmou a rainha à imprensa, à saída de uma audiência com o Presidente cabo-verdiano, José Maria Neves, na sua primeira visita ao arquipélago.

Definindo-se como uma “rainha tradicional”, explicou que a escolha de Cabo Verde se deve ao facto de ser uma “terra simbólica e de muita luta”, que recebeu deportados de todo o continente africano, tal como outros países, inclusive RDCongo.

“Foi o primeiro lugar para uma grande transformação e de questionamentos”, disse a rainha Diambi Kabatusuila, salientando, por isso, a importância de essas pessoas voltarem a ligar-se com a sua história e sua identidade africana.

“Porque é um poder muito grande que temos e deve-se sempre aprender a verdade da história de África, não apenas a escravidão, mas milhares de anos de história de reis, rainhas, países que têm muitas coisas boas para a humanidade”, reforçou a rainha, que é filha de mãe belga e pai congolês.

A casa pretende ser um organismo vocacionado para a mobilização de investimentos por afrodescendentes e concessão de assistência técnica, financeira e organizacional a empresários e outros agentes económicos na diáspora, para o seu fortalecimento.

Para Diambi Kabatusuila, coroada em 2016 governante de Bakwa Indu, província de Kasai Central, da República Democrática do Congo, a identidade africana deve ser apoiada, para que as crianças possam perceber que o futuro do mundo está no continente.

Aqui é um ponto capital dessa experiência do continente com as terras novas”, frisou, que se destaca pelas suas ações de solidariedade, e espera uma boa resposta das autoridades cabo-verdianas para o projeto.

Porque é um projeto também para falar de Cabo Verde, para mostrar ao mundo o que é Cabo Verde, o poder da resiliência, uma cultura rica, tanta coisa que o país pode dar ao mundo”, indicou, referindo-se ao facto de o arquipélago estar situado numa posição estratégica, entre África, Europa e as Américas.

A rainha está de visita a Cabo Verde durante uma semana, mas quer regressar ao país para trabalhar neste projeto e também para mostrar a força do poder tradicional africano e apoiar o país na preparação de uma reunião das nações crioulas no mundo. A Semana com Lusa

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