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Reacção do Ministério da Cultura: Relatório dos Estados Unidos “em nenhum momento indica violação de liberdade de imprensa pelo Governo” 23 Abril 2018

O Governo considera haver uma “interpretação errada” e “manipulação de resultados pela Lusa” e reproduzida pela imprensa nacional e portuguesa, sobre o relatório dos EUA, pois “em nenhum momento indica a violação de liberdade de imprensa pelo Governo”.

 Reacção do Ministério da Cultura: Relatório dos Estados Unidos “em nenhum momento indica violação de liberdade de imprensa pelo Governo”

Em comunicado emitido neste domingo, o Ministério da Cultura clarifica que no Relatório do Departamento de Estado Norte-americano “não consta qualquer menção a violação dos direitos de imprensa” e que é taxativo ao afirmar que durante 2017 “a imprensa independente estava activa e expressou uma ampla variedade de opiniões sem restrições», refere a Inforpress.

O relatório, lê-se nesta missiva, “vai ainda mais longe ao afirmar que o Governo não restringe ou impede o acesso à Internet, não censura os conteúdos online e não existe nenhum relatório credível, onde o Governo monitoriza as comunicações online privadas sem a devida autoridade legal”.

O Governo diz estranhar “o tratamento dado à notícia pela Agência Lusa, bem como a reprodução acrítica da mesma por parte dos demais órgãos de comunicação social”, alegando “não terem consultado a fonte original da notícia, ou seja, o relatório do departamento do Estado dos EUA”.

“A abordagem da agência Lusa, reproduzida pelos órgãos de comunicação social, dá foco ao facto de o relatório ilustrar o grande activismo da imprensa livre em 2017 a partir do caso envolvendo o ministro Abraão Vicente, tutela da comunicação social e a classe jornalística, mas omite o facto do mesmo relatório dizer expressamente que é este caso que ilustra o facto da media independente ter estado activa e ter expressado uma ampla variedade de opiniões sem restrições”, sentencia.

A notícia, explica o documento oficioso, também “omite o fato de se saber que o debate interno foi feito tanto na própria imprensa como no Parlamento cabo-verdiano”, e argumenta mesmo que “o Governo pediu a um profissional das línguas” a tradução do texto do relatório que não deixa lugar para “interpretações erradas” e que “exige” a sua rectificação em nome “da verdade e da credibilidade” do jornalismo, conclui a Inforpress.
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Nota Redação:

Esta é a leitura que interessa o Governo. Os jornalistas que não estão ao serviço do poder dispensam a interpretação referida. Têm a capacidade própria de interpretar e tratar as informações com rigor e independência. É nisso que dá ter uma figura imatura - gabou-se de ser o mais novato membro do governo - como ministro da República, com tempo na comunicação social pública, que tutela, mais que o Primeiro-ministro. Tudo indica que a procissão vai ainda no adro!

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