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“Regata Ocean Race vai posicionar São Vicente com centralidade no turismo náutico” – Primeiro-ministro 21 Janeiro 2022

O primeiro-ministro declarou hoje que a Regata Ocean Race vai colocar São Vicente e Cabo Verde na centralidade do interesse do desporto náutico internacional, e solicitou o engajamento de instituições e sociedade em geral na adesão ao projecto.

“Regata Ocean Race vai posicionar São Vicente com centralidade no turismo náutico” – Primeiro-ministro

Ulisses Correia e Silva falava, no Mindelo, no acto de apresentação do projecto de planeamento e arquitectura em terra para acolher o evento, que arranca no dia 23 de Janeiro de 2023 em Alicante (Espanha), directamente rumo ao Porto Grande do Mindelo, em São Vicente, onde chegará cinco dias depois.

“Vai trazer um impacto muito forte na cidade do Mindelo e ilha de São Vicente, com ocupação de hotéis, restauração, animação e entretenimento cultural, com vida na cidade, e vamos sentir isso, também na economia porque deixa rendimento e dinheiro a circular”, precisou a mesma fonte.

Depois, continuou, é “aproveitar ao máximo” essa notoriedade que Mindelo e Cabo Verde vão ter com a realização da regata, já que para o País ter sido selecionado foi sujeito a um conjunto de avaliações de requisitos, e “passou com distinção”.

O primeiro-ministro considerou ainda que o evento vai posicionar São Vicente com centralidade no turismo náutico, ligado ao mar, que inclui sol e praia, pois a aposta na construção dos hotéis na ilha, que vai duplicar o número de camas, vai fazer a conjugação dessas ofertas turísticas.

A ilha continuou, tem um turismo cultural, de cidade e urbana, que “pode ser forte”, e ainda a complementaridade com Santo Antão, São Nicolau e Santa Luzia, esta última que continuará como reserva, mas que tem potencial turístico “muito especial”.

Trata-se ainda, segundo o primeiro-ministro, de um evento internacional mundial, que tem respaldo nas televisões e revistas e jornais da especialidade e que colocará Cabo Verde “no centro do mundo por alguns dias”.

“Entramos em contagem decrescente para preparamos a cidade para acolher a Ocean Race e tirar proveito em diversos domínios para mostrar aquilo que melhor sabemos fazer, acolher bem e em segurança e projectar Mindelo a partir daí”, sintetizou o chefe do Governo.

Ulisses Correia e Silva disse ter a convicção de que está a “tocar no ponto certo” que a ilha necessita, ou seja, precisou, escala/dimensão económica como acelerador do processo de desenvolvimento, para aumentar a quantidade e o rendimento, daí solicitar a adesão de “todas as instituições da ilha, a começar pela autarquia”, e a sociedade em geral ao projecto.

Por seu lado, o presidente da Câmara de Comércio do Barlavento (CCB) prometeu que a instituição que dirige vai utilizar a sua posição para “apoiar, promover e ser parceiro activo” da Ocean Race Cabo Verde.

O desejo da CCB, continuou Jorge Maurício, é contribuir para o sucesso do evento, que vai trazer “enorme vantagens” como a promoção internacional do País enquanto destino turístico, destino de eventos relacionados com a náutica de recreio, para além de ganhos no plano económico e ambiental, através de “acções concretas” do plano de sustentabilidade que a organização vai implementar em São Vicente.

Pela primeira vez na sua história, Cabo Verde irá receber a primeira paragem de sempre da Regata Ocean Race, na África Ocidental, sendo o segundo país africano a cometer tal proeza nesta que é conhecida como uma das provas mais duras por equipas neste tipo de desporto.

A Regata Ocean Race (antiga Volvo Ocean Race) arranca de Alicante (Espanha) a 15 de Janeiro de 2023 e termina em Génova (Itália) seis meses e 60 mil quilómetros depois, com passagens por países como África do Sul, Argentina, Dinamarca, Alemanha e Itália, entre outros. A Semana com Inforpress

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