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Regata na Galiza ganhou com presença de el-rei emérito convidado do Clube Náutico 26 Maio 2022

Juan Carlos, de regresso ao reino de Espanha após 654 dias de autoexílio na Arábia, foi ao leme do seu ’Bribón III’ o navegador vitorioso sobre as águas da galega Sanxenxo, cidade onde teve como anfitrião Pedro Campos, o presidente do Clube Náutico. Durante os quatro dias da mediática visita que desagradou à Casa Real e ao governo, concentraram-se em torno da casa do anfitrião e do seu Clube Náutico mais de 200 jornalistas, muitos deles estrangeiros.

Regata na Galiza ganhou com presença de el-rei emérito convidado do Clube Náutico

A visita do anterior monarca ao reino de Espanha, que chefiou durante 39 anos, dividiu o seu país. A direita e ultradireita festejaram-no, enquanto a esquerda no governo e a Casa Real — que chefiada pelo filho Felipe VI respirou de alívio em 2020 com o autoexílio do rei emérito nos Emirados, após uma sucessão de escândalos — gostariam que não tivesse sido o espectáculo que foi.

A imprensa espanhola da referência destaca a frieza que marcou a reunião dos dois, antes do almoço com Felipe, Letizia e a filha mais nova, a irmã de Juan e os filhos dela, mas sem a rainha Sofia que está com Covid. Onze horas esteve Juan Carlos em Madrid.

O editorial do El País fustiga quer "a permissividade que a direita e a extrema-direita exprimem para com o rei emérito", a qual "politiza a monarquia e divide a sociedade espanhola", quer o facto de o rei Felipe VI o ter recebido (a visita "culmina uma viagem desgraçada de Juan Carlos tanto a Espanha como, na verdade, ao passado de um país que quase já não existe").

O comunicado emitido pelo palácio da Zarzuela, sede da chefia de Estado, informa: "Felipe VI e Juan Carlos I (...) tiveram amplo tempo de conversa sobre questões familiares e distintos acontecimentos e as suas consequências na sociedade espanhola desde que o pai do rei decidiu mudar-se para Abu Dhabi".

Escândalos incluíram tanto a esfera sentimental como o abuso dos cofres do Estado, os multimilhões recebidos de sauditas como intermediário em assuntos de Estado. O escândalo que ditou a abdicação em 2014 deu-se em 2013 quando o Rei Juan Carlos ficou ferido durante um safari co-organizado por Corinna Larsen.

Esse foi sobretudo um escândalo ambientalista (como relembrado num "recente" noticiário: Ambientalista West Mathewson faleceu após ser atacado por duas leoas que criou 28.ago.020). O amante de caça selvagem Juan Carlos de Espanha foi "apanhado" numa prática controversa: os animais ainda filhotes são levados para uma área e ali são mantidos até à idade própria para se tornarem objeto de caça em safaris de custos astronómicos.

Exílio dourado

Angolana é a companhia aérea que transportou o rei emérito de e para o seu exílio dourado: Bestfly de jatos privados (foto do Gulfstream disponibilizado ao ex-monarca espanhol pelo emir de Abu Dhabi, o xeque Mohamed bin Zayed). A angolana Isabel dos Santos vive exilada na mesma cidade que Juan Carlos, enquanto "por motivos de saúde" vive exilado no Reino de Espanha o pai dela, e ex-presidente de Angola.
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Fontes: El País/El Mundo/... Relacionado: "Testa de ferro" Corinna Larsen leva Juan Carlos de Espanha ’aforado’ à justiça britânica, 31.jul.021; Crise no Reino de Espanha: Juan Carlos e 65 milhões de "presente de amor" a Corinna, 06.jul.020; Espanha: Tesouro pagou tesourinhos d’El Rey, 23.jul.020; Espanha: Exílio do rei que recebeu 100 ME de comissões dos sauditas, 04.ago.020; Emirados: Paradeiro de Juan Carlos confirmado,17.ago.020.Fotos: Rei emérito e navegador-velejador do ’Bribón/Malandrim’, "Don Juan Carlos despede-se de Sanxenxo com o V (de vitória) e um troféu sob o braço". O jato privado Gulfstream G450 (de até 16 lugares e 23,5 milhões USD) da angolana Bestfly.

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