INTERNACIONAL

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Reino Unido-Angola: 22 anos depois de Diana, príncipe Henry visita campo de desminagem em Angola 21 Setembro 2019

Henry, duque de Sussex, vai vinte e dois anos depois segue o exemplo da princesa Diana — que para despertar consciências no mundo se deixou fotografar ao lado de meninos mutilados por minas, em Angola na guerra civil. Primeiro, Henry visitará na quinta-feira, 26, no Huambo a zona antes ameaçada por minas terrestres.

Reino Unido-Angola: 22 anos depois de Diana, príncipe Henry visita campo de desminagem em Angola

A escala em Angola, ao quarto dia da sua jornada africana, começa no final do dia de quinta-feira, quando o príncipe Henry viaja para o sudeste de Angola, para Dirico, onde vai passar a noite num campo de desminagem da Halo Trust. A organização britânica está na província do Cuando Cubango a pôr de pé um projeto para a remoção de minas terrestres deixadas durante a guerra civil (1975-2002).

O objetivo da iniciativa financiada em 54 milhões de euros (seis milhões de contos) é limpar 153 campos minados dentro dos parques naturais de Mavinga e Luengue Luiana para proteger a vida animal, mas também libertar terrenos para o uso das populações locais e permitir o desenvolvimento de atividades como o ecoturismo.

Na sexta-feira, Henry vai inaugurar um novo segmento do programa Queen’s Commonwealth Canopy, uma rede internacional de florestas destinada a facilitar a passagem de animais selvagens, para aquela zona do bacia do rio Okavango, partilhada com a Namíbia e o Botsuana, cuja apresentação terá a presença de membros do governo dos três países.

A etapa seguinte, segundo um comunicado da casa real britânica, vai ser a mais “significativa e comovente” para Henry Duque de Sussex . É que vai conhecer algumas das pessoas que contactaram com a mãe há 22 anos e visitar o Centro Ortopédico do Huambo "Princesa Diana".

No sábado, 28, o príncipe Henry será recebido pelo presidente angolano, João Lourenço no palácio da Cidade Alta. Depois vai visitar a maternidade do Hospital Lucrécia Paim para conhecer a campanha “Nascer Livre para Brilhar”, que visa reduzir a transmissão do HIV/Sida entre mãe para filhos.

Angola quer aderir à Commonwealth

A visita a África é feita a pedido do Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico, mas nem o governo de Boris Johnson nem o palácio real tornaram públicas as motivações políticas para a viagem a Angola.

No ano passado, Boris Johnson, então ministro dos Negócios Estrangeiros, deu conta do interesse de Lourenço em aderir à Commonwealth, mas a organização continua sem receber um pedido formal e não vai estar representada na comitiva.

Na altura, Boris Johnson disse também que esperava receber o presidente angolano no Reino Unido “em breve”, mas continua sem ser conhecida uma data.

Jornada de África

A visita a Angola acontece ao quarto dia do itinerário de dez dias, que começa na segunda-feira na Cidade do Cabo, África do Sul, onde Henry chega na companhia da Meghan Markle, e do filho de quatro meses, Archie Harrison.

O programa de três dias inclui visitas a organizações e iniciativas relacionadas com os direitos da mulheres e crianças, o combate ao racismo, a defesa do ambiente e o apoio à saúde mental.

Na quarta-feira, o príncipe Henry viajará sozinho para o Botsuana, enquanto que a Duquesa de Sussex prosseguirá na África do Sul uma série de compromissos oficiais.

Na região do Chobe, no Botsuana, onde existe um grande parque natural, vai promover a colaboração com os países vizinhos Namíbia, Zâmbia e Zimbabué no âmbito do Queen’s Commonwealth Canopy, para promover a circulação de animais selvagens.

Depois de visitar Angola, o Harry vai estar ainda três dias no Malauí, antes de regressar à África do Sul, onde com Meghan Markle vai encontrar-se, na quarta-feira, com a antiga primeira-dama Graça Machel, viúva de Machel e de Mandela.

A estada sul-africana do neto da Rainha Isabel encerra com uma audiência com o presidente Cyril Ramaphosa.

Segundo o palácio de Buckingham, “o amor do Duque de Sussex pela África é bem conhecido. Ele visitou o continente pela primeira vez aos 13 anos e, mais de duas décadas depois, as pessoas, cultura e vida selvagem, a resiliência das comunidades continuam a inspirá-lo e motivá-lo”.

Fontes: The Times /N Y Times/ BBC/ Washington Post. Fotos (Reuters e Buckingham Palace): Lady Di despertou consciências no mundo ao deixar-se fotografar ao lado de meninos mutilados por minas. Henry viaja com a esposa e o filho de meses. LS

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade





Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau

blogs

publicidade

Newsletter

Abonnement

Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project