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Reino Unido: Boris Johnson demite-se da liderança dos ’Tories’ —Downing Street em baixo, Kremlin esfrega as mãos 07 Julho 2022

Meio-dia de quinta-feira 7 em Londres, o primeiro-ministro surge à porta da residência oficial, o nº 10 da Downing Street, para a aguardada comunicação ao país. Boris Johnson anuncia os nomes que vão substituir os demissionários, mas também que deixa a presidência do Partido Conservador e que a partir da próxima semana estará a trabalhar para a sua substituição no governo, em outubro. Entretanto Moscovo comenta a situação política em Londres.

Reino Unido: Boris Johnson demite-se da liderança dos ’Tories’ —Downing Street em baixo, Kremlin esfrega as mãos

Segundo a BBC, Boris Johnson "nomeou um novo governo" — de curta duração.

Greg Clark, ministro para a Igualidade das Oportunidades, Alojamento e Comunidades, substitui Michael Gove, que BoJo demitiu na véspera "por falta de lealdade" após o aconselhar a demitir-se.

James Cleverly, leal a Boris Johnson, assume a pasta da Educação — que Michelle Donelan deixou na mesma manhã, ao fim de... dois dias no cargo.

Robert Buckland é o ministro responsável pelo País de Gales. Shailesh Vara passa a ministro da Irlanda do Norte.

Kremlin contente

"Esperamos que um dia pessoas mais profissionais e capazes de decidir através do diálogo possam chegar ao poder na Grã-Bretanha", expressou o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov.

O comentário final de Peskov, de que "o primeiro-ministro não gosta muito de nós e nós retribuimos", é justo no contexto da guerra iniciada em 24 de fevereiro: Boris Johnson tem incessantemente denunciado a guerra russa "ilegal e injusta".

Além disso, o Reino Unido foi o primeiro país europeu a enviar mísseis antitanques, os famosos NLAW, muito populares no exército ucraniano.

Também a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, considerou que a situação no Reino Unido constitui a prova de que os "regimes liberais [ocidentais] estão numa profunda crise".

Foto: Boris Johnson entrou em Downing Street em julho de 2019. Três anos turbulentos, em muitos momentos a queda esteve iminente.

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