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Reino Unido: Memória de Diana benemérita junta filhos desunidos 03 Julho 2021

A estátua encomendada por William e Henry — órfãos de Diana em 1997, aos doze e quinze anos de idade — foi inaugurada no ’Jardim Imerso’ do palácio londrino de Kensington onde a princesa viveu após a separação. A cerimónia solene, esta quinta-feira, 1, aconteceu no dia em que a princesa de Gales completaria 60 anos de idade.

Reino Unido: Memória de Diana benemérita junta filhos desunidos

A cerimónia solene foi precedida na quarta-feira, 30, de uma reunião familiar em que os dois irmãos apresentaram a estátua a um círculo restrito de membros da família ... pelo lado de Diana.

Em comunicado conjunto, os dois irmãos expressaram que a estátua é uma "homenagem" sua "à mãe pelo seu amor, coragem e firmeza de caráter". Diana de Gales, cuja memória querem assim ver "perpetuada pelo papel que ela teve "na história do país e do mundo".

A memória da ’Princesa do Povo’ continua a ser acarinhada no Reino Unido. Mas também pelo mundo, como constatou há dois anos Henry, duque de Sussex, quando a 26 de setembro visitou no Huambo a zona antes ameaçada por minas terrestres.

Memórias 1

Em 2019, vinte e dois anos depois da morte da princesa Diana, o filho mais novo nessa visita a Angola seguia o caminho traçado por Diana que para despertar consciências no mundo se deixou fotografar ao lado de meninos mutilados por minas, em Angola na guerra civil. No Huambo, conheceu algumas das pessoas que contactaram com a mãe em 1996 e visitou o Centro Ortopédico "Princesa Diana".

Henry passou uma noite num campo de desminagem da Halo Trust, no nordeste angolano. A iniciativa em curso na província do Cuando-Cubango tem o objetivo de remover as minas terrestres deixadas durante a guerra civil (1975-2002).

A pandemia interrompeu o projeto britânico financiado em 54 milhões de euros (seis milhões de contos), com o objetivo de limpar 153 campos minados dentro dos parques naturais de Mavinga e Luengue Luiana para proteger a vida animal, mas também libertar terrenos para o uso das populações locais e permitir o desenvolvimento de atividades como o ecoturismo.

Memórias 2

É também em nome do passado que se explica a ausência do príncipe Carlos nesta inauguração. O herdeiro do trono quis assim segundo uma fonte ao Le Figaro ontem "evitar a evocação de memórias menos felizes".

Entre elas, como relembra o diário parisiense, a penosa averiguação em que o príncipe teve de ser ouvido pela Scotland Yard enquanto suspeito da morte da princesa em agosto de 1997.

Foi com base num bilhete manuscrito em outubro de 1995 — "Esta etapa exata da minha vida é a mais perigosa, o meu marido planeia um acidente de carro"— que o diretor da Scotland Yard, o todo-poderoso chefe da polícia de Londres, foi ao palácio real ouvir o príncipe Carlos dois anos depois.

Diana deixara expresso o seu receio de que o marido, de quem estava separada, estivesse a planear a sua morte. Talvez porque como mãe dum futuro rei e, como tal, guardião da cristã Igreja Anglicana, Diana namorava um cidadão muçulmano? Ou por um motivo — segundo o referido diretor da Scotland Yard expressou em entrevista televisiva, no dia 19, há duas semanas — ligado à entrevista do jornalista Bashir que manobrou a princesa? Todos os insólitos são possíveis quando os bastidores do império redondo (onde o sol nunca se põe) se tornam manchete, literalmente.

Fontes: BBC/Le Figaro. Relacionado: Reino Unido-Angola: 22 anos depois de Diana, príncipe Henry visita campo de desminagem em Angola, 01.set.019.

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