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Reino de E-Swantini: 50 anos independente muda de nome "para evitar confusões" 22 Abril 2018

O rei Mswati III, da Suazilândia, anunciou, esta quinta-feira, 19, por ocasião da Festa da Independência, que o país vai mudar de nome. Reino de E-Swantini é o novo nome da Suazilândia que alcançou a independência no mesmo dia do nascimento do seu atual soberano: 19 de abril de 1968.

Reino de E-Swantini: 50 anos independente muda de nome

O reinado de Mswati III começou aos 18 anos, em 1986, quatro anos após a morte do pai, Ngwenyama Sobhuza II. Nesse intervalo foi a mãe, a rainha Ntombi, a assumir a direção do país.

A sua ascensão ao trono, dentre as largas dezenas de irmãos seus, dever-se-á quer à coincidência entre data da independência do país e nascimento do príncipe, quer ainda à forte personalidade da mãe, a única das 14 esposas reais que só teve um filho.

Segundo alguns media, o nascido Makhosetive (Rei das Nações), é o 67º e último filho do rei mais longevo da história mundial, Ngwenyama Sobhuza II. Um recorde algo polémico, já que a atual rainha de Inglaterra já ultrapassou os 66 anos de reinado, enquanto o referido rei reinou de 22 de dezembro de 1921 a 21 de agosto de 1982.

Evitar confusão: Swaziland/Switzerland

A justificação do rei é que os estrangeiros tendem a confundir os dois nomes, dada a semelhança fonética (em inglês). "No estrangeiro ouço sempre que sou rei da Switzerland", disse perante milhares de swazis na festa da independência esta quinta-feira, segundo relata a BBC.

A primeira vez que Mswati usou o nome "Kingdom of e-Swantini" (sic) foi na abertura do parlamento nacional, em 2014. Repetiu a proeza em 2017 ao discursar na Assembleia-Geral da ONU. Os passaportes contêm já o novo nome, ao lado do "Swaziland".

Reino de E-Swatini significa "Terra dos Swazis", ou seja, tem um significado igual a "Swaziland". O que mudou: elimina o híbrido swazi-inglês e adota uma designação exclusiva na língua swazi.

Outros países vizinhos da África do Sul que mudaram o seu nome depois da independência foram: Botsuana (ex-Bechuanaland), Zimbabué (ex-Rodésia), Malauí ((ex-Niassa/Nyasaland).

Críticas: monarquia absolutista e desigualdade gritante

Os media internacionais destacam que a mudança de nome é apenas uma manobra de diversão perante os problemas gritantes do país: uma das mais altas taxas, senão a mais alta taxa de infectados com HIV/SIDA, a pobreza é endémica enquanto o rei é tido pela Forbes como o terceiro rei mais rico do mundo.

Mais rico ainda que o pai, um polígamo com múltiplas esposas, num número que, segundo as fontes, varia entre 70 (sites do reino) e 125 (BBC), Mswati ficou-se por "apenas" 15 esposas. Mas adepto do casamento para a vida e contra o divórcio, Mswati viu três esposas desertarem para a África do Sul, onde terão encontrado refúgio da VBG praticada pelo rei sobre as reais consortes.

Fontes: BBC/All Africa/times.co.sz/Fotos: Andy Warhol, o pintor das celebridades da realeza e Hollywood, retrata as rainhas da Inglaterra, Holanda, Dinamarca e Suazilândia. A rainha Ntombi então assumia a direção do país, durante a menoridade de Mswati III. Selo da Eslovénia em homenagem à rainha Ntombi, mãe do atual rei swazi.

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