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Remodelação do Governo: Líder da UCID considera “demasiado profunda e extensa” para um executivo que “priorizava a eficiência” 21 Dezembro 2017

O presidente da UCID, António Monteiro, manifestou-se hoje,20, “surpreso” com o aumento do Governo de 12 para 20 membros considerando que a remodelação é “demasiado profunda e extensa” e contradiz os argumentos defendidos pelo MpD nas campanhas eleitorais.

Remodelação do Governo: Líder da UCID considera “demasiado profunda e extensa” para um executivo que “priorizava a eficiência”

O líder da União Cabo-verdiana Independente e Democrática, citado pela Inforpres, reagia, à Rádio de Cabo Verde, a partir da sede do patidfo, em São Vicente, à primeira remodelação governamental da actual legislatura, apresentada esta quarta-feira pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, ao Presidente da República.

“Hoje surpreendemos com um Governo que entra, de uma só sentada, mais oito elementos, partindo de 12 para 20, o que deita por terra todos os argumentos que o Movimento para a Democracia (MpD – poder) defendeu, de ter um governo reduzido, magro e eficiente, segundo palavras do primeiro-ministro, a menos de um ano e meio de tomada de posse”, afirmou António Monteiro, que se mostra “ansioso” para ouvir os argumentos actuais e observar a eficiência que esta mudança produzirá.

Por outro lado, os democrata-cristãos entendem que os resultados que o Governo vinha apresentando estavam “muito aquém” daquilo que o país necessitava, daí que, ao assumir esta posição, segundo António Monteiro, estará a dar razão à UCID pelas críticas levantadas em termos de resultados produzidos.

“Ao fazer a remodelação, o Governo dá a mão à palmatoria e assume que não conseguia cumprir com tudo aquilo que prometeu ao eleitorado cabo-verdiano e que a remodelação era necessária”, salientou, acrescentando que a remodelação “é demasiado profunda e extensa, o que poderá prejudicar a própria eficiência do sistema”.

Referindo-se à promoção do ministro das Finanças Olavo Correia, o lider da UCID considera que é um dos governantes que “tem-se esforçado mais” para promover o desenvolvimento da economia do país e que com as dificuldades que vinha enfrentando.Por isso, diz que merecia ter, sim, mais dois secretários de Estado, no máximo, para o auxiliar na tomada das decisões.

Segundo a mesma fonte, o ministro das Finanças passou a ter, entretanto, três secretários de Estado mas, pelo facto de agora acumular as funções de vice-primeiro-ministro, mais um encargo do que aquilo que tinha anteriormente, a UCID prefere, perante este novo figurino, esperar para ver se com esta maior responsabilidade e com uma nova equipa poderá fazer um trabalho “brilhante” em termos de políticas financeiras para o país.

Quanto à deslocação da sede do Ministério dos Transportes e Economia Marítima para a ilha de São Vicente, o responsável máximo da UCID considera ser uma “boa medida”, tendo em conta que as questões marítimas relacionadas com o país estão concentradas na ilha.

António Monteiro alertou, no entanto, para a questão dos transportes ao observar que não se deve olhar apenas para o sector marítimo, mas também para o rodoviário e o aéreo. Defendeu a separação destas duas pastas por um secretário autónomo para os transportes que “não necessariamente deveria sediar-se em São Vicente”, refere a Inforpres.

De recordar que esta é a primeira mudança do elenco governamental que tomou posse a 20 de Abril de 2016, que era composto por 11 ministros, além do primeiro-ministro, e não tinha secretários de Estado.

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