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Restos do foguetão chinês caem no oceano Índico, perto das Maldivas 10 Maio 2021

Um “importante segmento” de um foguetão chinês desintegrou-se este domingo, 09, ao reentrar na atmosfera terrestre e os restos do engenho caíram no oceano Índico, perto das Maldivas, anunciou a agência espacial da China.

Restos do foguetão chinês caem no oceano Índico, perto das Maldivas

“De acordo com o percurso e análise feitos, pelas 10:24 horas (03:34 horas em Lisboa) de 09 de Maio de 2021, o primeiro andar do foguetão Longa Marcha 5B reentrou na atmosfera”, declarou o Gabinete de Engenharia Espacial Tripulada chinês, em comunicado, citado pelo Jornal Público, salientando que as coordenadas fornecidas pelas autoridades chinesas apontam para um local próximo das ilhas Maldivas, no oceano Índico, a sul da Índia.

Ainda conforme a mesma fonte, o tamanho do objeto, com cerca de 30 metros e entre 17 e 21 toneladas, e a velocidade a que viajava, perto de 28 mil quilómetros por hora, levaram à ativação das mais “importantes” agências de monitorização espacial do mundo, como o Pentágono ou o Serviço de Vigilância e Acompanhamento Espacial da UE (EUSST).

Recorde-se que na sexta-feira, Pequim tinha classificado como “extremamente fraco”, o risco de danos na superfície terrestre devido à entrada descontrolada na atmosfera do foguetão. Com essa possibilidade, apesar de pequena, o administrador da NASA, Bill Nelson, criticou a atuação da China a nível espacial, acusando o país de “não cumprir os padrões responsáveis em relação aos detritos espaciais”. “As nações que fazem viagens espaciais devem minimizar os riscos para as pessoas e propriedades na Terra de reentradas de objetos espaciais e maximizar a transparência em relação a essas operações”, referiu num comunicado de imprensa publicado no site da NASA, conforme escreve o Público.

“É fundamental que a China e todas as nações e entidades comerciais espaciais ajam com responsabilidade e transparência no espaço para garantir a segurança, estabilidade, proteção e a sustentabilidade alongo prazo das actividades espaciais”, disse ao Público, Bill Nelson.

Ainda citado no New York Times, também Jonathan McDowell, astrofísico do Centro de Astrofísica de Cambridge, no estado norte-americano de Massachusetts, disse no Twitter que o resultado mais esperado era que os restos do foguetão caíssem no oceano. Contudo, classificou a atuação da China como “imprudente”. A incerteza quanto ao local onde o foguetão iria cair “faz com que os designers de foguetes chineses pareçam preguiçosos por não terem resolvido” a situação, disse McDowell à Agência Reuters.

Convém relembrar que na semana passada, a China lançou, recorrendo ao foguetão Longa Marcha 5B, o módulo Tianhe, ou Harmonia Celestial, para a primeira estação espacial permanente, que visa hospedar astronautas a longo prazo.

“A probabilidade de causar danos às atividades aéreas ou no solo é extremamente fraca. Devido à composição técnica deste foguete, a maioria dos componentes será incinerado e destruído ao entrarem na atmosfera, ”disse à imprensa, um porta voz da diplomacia chinesa, Wang Wenbin”.

O Jornal Público cita que o lançamento da semana passada foi o primeiro de 11 missões necessárias para construir e abastecer a futura estação espacial chinesa e enviar uma tripulação de três pessoas até ao final do próximo ano.

“Pelo menos, 12 astronautas estão a treinar para viver na estação, incluindo veteranos de missões anteriores. A primeira missão tripulada, a Shenzhou-12, está prevista para Junho”, escreve a fonte, acrescentando que quando concluída, no final de 2022, a Estação Espacial Chinesa deverá pesar cerca de 66 toneladas, consideravelmente menor do que a Estação Espacial Internacional, que pesará cerca de 450 toneladas e, para a qual, o primeiro módulo foi lançado em 1998.

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