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Rua Eunice Osayande em Bruxelas em memória de vítima de tráfico humano assassinada 18 Setembro 2021

O Município de Bruxelas deu hoje (6ªfª 17) um passo histórico para despertar as consciências acerca de "todas as mulheres esquecidas que são vítimas de tráfico humano, violência sexual e feminicídios".

Rua Eunice Osayande em Bruxelas em memória de vítima de tráfico humano assassinada

A nigeriana Eunice Osayande, trabalhadora sexual, foi assassinada por um cliente em junho de 2018. O sonho de uma vida melhor — que trouxera em 2016 a jovem de 21 anos à Bélgica — terminou numa esquina da capital belga.

O sonho revelou-se um pesadelo quando chegou a Bruxelas em 2016 e o alegado "grupo de agentes cinematográficos" revelou ser de traficantes humanos, que lhe exigiam 45 mil euros (5 milhões CVE). Em vez de uma carreira no cinema, esperava-a a prostituição para pagar a dívida.

Ao fim de dois anos, Eunice buscou proteção na UTSOPI, associação das trabalhadoras sexuais de Bruxelas, porque além do gang de tráfico humano enfrentava a violência associada à perigosa profissão. Como imigrante clandestina, estava fora de questão procurar a polícia, disse a diretora da associação, Maxime Maes.

"A morte de Eunice além da sua extrema violência é bem reveladora do desespero das imigrantes indocumentadas, logo marginalizadas, que trabalham na mesma área e são alvo frequente", disse à BBC a diretora da UTSOPI.


Traficantes e assassino detidos

O assassino, de apenas 17 anos, atingiu a jovem de 23 anos com 17 golpes de arma branca. Está há três anos preso e à espera de julgamento.

O grupo de quatro traficantes foi também detido e em janeiro foram condenados a penas de quatro anos de prisão.

Fontes: RTBF.be/BBC

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