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Rui Semedo: MpD pretende empolar a questão do crescimento para camuflar a falta de resultados 29 Maio 2019

O líder do grupo parlamentar do PAICV disse hoje que o MpD quer “empolar a questão do crescimento para camuflar a falta de resultados”, ao propor o tema “Crescimento Económico Sustentável” para debate parlamentar com o primeiro-ministro, que começa esta quarta-feira.

Rui Semedo: MpD pretende empolar a questão do crescimento para camuflar a falta de resultados

Em conferência de imprensa esta segunda-feira, na Cidade da Praia, o líder parlamentar do Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição) lembrou que esta é a segunda vez que o Movimento para a Democracia (MPD-poder) já propôs temas quase semelhantes. A primeira foi “Estratégia de Desenvolvimento de Sustentável” que foi discutido com o primeiro-ministro e agora o “Crescimento Económico Sustentável” que também será discutido com o chefe do Governo.

“Achamos que, o que o MpD pretende é empolar a questão do crescimento para camuflar a falta de resultados e a situação difícil por que passa a população, com especial realce para a população do campo que tem enfrentado desafios enormes, na sequência do mau ano agrícola,” afirmou Rui Semedo. citado pela Inforpress.

Para o político, o debate no Parlamento será uma oportunidade para o primeiro-ministro demonstrar “o que está a fazer e cujos resultados ninguém vê”. O mesmo criticou a propaganda emitida pelo Governo na televisão pública, considerando se tratar de “um assalto à comunicação social pública”.“,Considero que o primeiro-ministro e o Governo assaltaram a comunicação social pública, num primeiro momento, numa propaganda primária, descarada, e até despudorada e que depois aparece numa conversa em família para nos convencer de que apesar de não ser evidente tem trabalhado muito e os resultados, embora invisíveis, estão a ter impacto na vida das pessoas”, criticou Rui Semedo.

A este propósito, referiu que o seu partido aguarda pela decisão da Autoridade Reguladora para a Comunicação Social (ARC) sobre a queixa que apresentou contra o Governo.

Segundo o líder do grupo parlamentar do PAICV, entende-se que o Governo faça a publicidade das suas obras em momentos e canais próprios, mas é “incompreensível” que o Governo “lance mão a este tipo de propaganda que não se centra nas obras, mas centra-se na manipulação, na instrumentalização de pessoas”, o que significa também “uma utilização abusiva dos órgãos públicos da comunicação social”.

Para Rui Semedo essas propagandas estão a ser feitas com base em “inverdades” porque há obras, como as estradas, que não são do Governo actual.

Também questionou o facto de o Governo estar “a fazer directa ou indirectamente publicidade de bebida alcoólica”, numa mensagem “ligada à produção do grogue”, há poucos dias de a lei do álcool ter entrado em vigor.

Na sessão parlamentar desta quarta-feira será discutida a proposta de lei que aprova o Regime Jurídico de Concessão de Serviço Público Aeroportuário e de apoio à Aviação Civil. Mas Rui Semedo defendeu que a concessão de um serviço “tão importante” como é o aeroportuário deveria ser “objecto de concurso público internacional e não de ajuste directo, tal como suspeita que o Governo quer fazer.”

Segundo o PAICV somente com o concurso internacional “se poderá mobilizar aqueles que têm melhores condições” para fazer “dar o salto” aos serviços e infraestruturas aeroportuárias, refere a Inforpress.

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