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Rússia-Mobilizáveis sem direito a obter passaporte 29 Setembro 2022

Os 300 mil mobilizáveis só bastam para "comprar tempo" e "segurar a frente de combate", mas para montar novas ofensivas na Ucrânia precisam de um milhão talvez mais. Esta quarta-feira há um novo decreto presidencial a barrar o acesso a passaportes, para prevenir a fuga dos mobilizáveis.

Rússia-Mobilizáveis sem direito a obter passaporte

A informação está na edição desta quarta-feira, 28, do Washington Post que cita uma "fonte oficial do Kremlin".

Serão potenciais 25 milhões, homens entre os 19 e os 49 anos, e estão proibidos de obter passaporte na Rússia, após o novo decreto presidencial ditado pela reação de milhares de mobilizáveis que — apesar do isco monetário — estão a fugir do seu país desde 21-9, dia em que o presidente Putin impôs a "mobilização imediata".

A peso de ouro: 58,9 biliões e 5 a 10 salários por cabeça — Filho de Peskov : "Não contem comigo"

Além da retórica do amor à Mãe Rússia, Putin juntou 58,9 biliões de rublos, o que dá 205 mil a meio milhão de rublos de soldada (o que cada militar irá receber de salário mensal).

Os montantes que os contribuintes russos vão pagar por esta primeira fase da "mobilização imediata" — note-se: só dos primeiros 300 mil — foram divulgados pela agência RIA-Novosti na sexta-feira 22.

A "mobilização imediata", a começar neste 21-9 com 300 mil — prevendo um milhão de entre 25 milhões de reservistas. Além desses russos aptos a defenderem "a soberania e a integridade territorial do país", Putin admitiu recorrer a armas nucleares, "sem bluff" como sublinhou na mensagem transmitida pela televisão.

Entre os mobilizáveis sem vontade nenhuma de ir para a guerra está o filho do porta-voz do Kremlin.

Filho de Peskov: "Não contem comigo". Nikolay Dmitriyevich Peskov, de 32 anos e "veterano" do exército, ao ser interrogado, no dia 22, sobre a sua mobilização para a guerra mostrou que não iria voluntariamente.

O filho do porta-voz do Kremlin considerou, além disso, que entende ser merecedor de outro tratamento, como disse a um jornalista que astutamente o interrogou pouco depois do anúncio presidencial.

"Isto teria de ser tratado a outro nível" disse Peskov filho sugerindo que "iria se o Vladimir Vladimirovitch [lho] pedisse pessoalmente". E esta, hein?

Repercussão no mercado. Além do petróleo a subir para mais perto dos cem dólares, a quarta-feira 21 viu um recorde negativo como não se via há mais de 20 anos: o euro descambou ante o dólar 1/0,990 (e o CVE a 1/0,0089; a libra caiu para 1/1,13; e o iene para 1/0,0071.

Arsenal nuclear. A referência de Vladimir Putin ao uso de armas nucleares — ao expressar que recorrerá "a todos os meios do arsenal para defender a Rússia ameaçada pelo Ocidente" — levou o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, a denunciar "esta retórica nuclear perigosa".

Reações durante 78ª assembleia-geral da ONU

Presentes na assembleia-geral da ONU, em Nova Iorque, vários chefes de Estado e governo comentaram o que disse Putin sobre o referendo às zonas separatistas, armas nucleares e mobilização de soldados.

O presidente ucraniano — que incluiu no seu discurso "os agradecimentos a todos os amigos e parceiros da Ucrânia" — considerou que as medidas anunciadas pelo chefe de Estado russo são "mais do mesmo". "Todos já vimos estes anúncios barulhentos vindos da Rússia", afirmou Zelensky.

Pelo mesmo diapasão, considera o chanceler alemão que "são um ato de desespero". "Putin está a mostrar que subestimou a situação e a vontade de resistência dos ucranianos. A Rússia não vai ganhar esta guerra injusta!", expressou Olaf Scholz à margem da assembleia-geral da ONU em Nova Iorque.

Também o presidente francês declarou, à margem desta 78ª assembleia-geral da ONU, que "estamos a assisitir a um regresso à idade dos imperialismos e das colónias".

O conselheiro de segurança da Casa Branca, John Kirby, disse que "são para levar a sério" as ameaças de Putin relativas ao uso de armas nucleares. Por isso os Estados Unidos avisam que "haverá consequências severas" para esta "retórica irresponsável".

Fontes: Twitter/NY Times/ DW.de/TASS/Le Figaro/WSJ. Foto (TASS) da alocução de Putin na manhã de 4ª fª, 21. (AP) Dmitry e Nikolay Peskov. Fuga maciça de mobilizáveis. Sociedade civil na rua e contam-se mais de um milhar de pessoas presas. Pelo menos 55 mil soldados russos morreram na frente ucraniana nestes sete meses.

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