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Rússia dá luz verde a auto-estrada de 2000km que vai ligar a Europa à China 10 Julho 2019

A nova autoestrada vai atravessar a Rússia, entre a fronteira com a Bielorrússia, a oeste, e a fronteira com com o Cazaquistão, a Leste, pontos em que desembocará nos respetivos troços locais, ligando assim a Europa e a China.

Rússia dá luz verde a auto-estrada de 2000km que vai ligar a Europa à China

É mais uma fita imensa de alcatrão, com mais de dois mil quilómetros de extensão, e vai atravessar a Rússia, de uma lado ao outro do território. Com quatro faixas, a nova autoestrada já começou a ser construída este mês, no extremo leste da Rússia, junto à fronteira com o Cazaquistão, segundo a imprensa internacional, que cita o jornal russo de economia Vedimosti.

Segundo Reuters, a nova infraestrutura rodoviária foi designada Meridian Highway, que se poderia traduzir por autoestrada meridiana, numa referência à estrada que nos Estados Unidos atravessa todo o território de norte a sul, e que no início do século XX, quando foi construída, tinha o nome de Estrada 81.

A oeste, a nova autoestrada meridiana russa, desembocará na Bielorrússia, junto a Smolensk, a meio caminho entre Moscovo e Minsk, assinala o jornal britânico Independent, citando ainda o Veidimosti.

O custo da empreitada está nesta altura estimado em cerca de 600 mil milhões de rublos, o que corresponde a cerca de 8,02 mil milhões de euros, e a obra ficará a cargo de uma parceria público-privada, com a participação da empresa Russian Holding, do antigo presidente da Gazprom Alexander Ryazanov.

Segundo aquele empresário russo, a Russian Holding já detém nesta altura a propriedade de cerca de 80% dos terrenos destinados à nova autoestrada, noticia o The Moscow Times.

A nova autoestrada russa completará uma fita de alcatrão intercontinental contínua entre a Europa e a China, com mais de 8000 quilómetros, o que encurtará consideravelmente a distância por terra entre as duas regiões do globo, e constituirá uma alternativa para o transporte de bens e pesosas à rota marítima do Canal do Suez e à via ferroviária do trans-siberiano.

A utilização da nova via terrestre, quando estiver pronta, deverá no entanto ser mais cara do que as rotas marítima e ferroviária já existentes, pelo menos nos primeiros anos.

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