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S.Vicente: Líder regional da oposição considera actual Câmara como entrave para o desenvolvimento da ilha e denuncia tentativa de desviar a atenção dos munícipes com falso discurso sobre Regionalização 19 Abril 2019

O líder regional do PAICV em S.Vicente alertou, esta sexta-feira, que o Presidente da Câmara e a sua equipa constituem os principais entraves para o desenvolvimento de São Vicente. Alcides Graças advertiu que, para tentar desviar a atenção dos munícipes perante o fraco desempenho do município, o Edil Augusto Neves «vem levantar a bandeira da regionalização como se fosse o maior defensor da regionalização».

S.Vicente: Líder regional da oposição considera actual Câmara como entrave para o desenvolvimento da ilha e denuncia tentativa de desviar a atenção dos munícipes com falso discurso sobre Regionalização

Em conferência de imprensa promovida, o presidente da Comissão Política Regional do PAICV fez questão de realçar que a regionalização é uma bandeira de São Vicente e que certamente São Vicente irá lutar para ter uma boa regionalização. «É preciso questionar, com toda a responsabilidade, a razão do falhanço da aprovação da proposta de lei que cria as regiões administrativas. A culpa certamente não pode estar só de um lado. Agora, esta tentativa de imitação do Dr. Onésimo Silveira ou da Dra. Isaura Gomes é tosca e não está ao nível dos imitados e nem de São Vicente».

Para Alcides Graça, a instrumentalização de São Vicente como arma de arremesso político para tirar dividendos políticos tem de acabar. «O Povo de São Vicente tem de estar atento para não cair mais nesta jogada. O Senhor Presidente da Câmara não pode falar apenas quando lhe convém politicamente».

Referindo-se aos últimos dados estatísticos relativos a empregos públicos, o líder regional da oposição questiona que não ouviu Augusto Neves a comentar os dados do INE sobre o mercado de trabalho. « 65.000 jovens fora do emprego. Muitos deles estão certamente em São Vicente. 8775 postos de trabalho menos em 2018, quando o MpD prometeu criar 45.000 mil postos de trabalho».

Disse ainda que o presidente da Câmara de S.Vicente não falou quando o Governo anunciou o financiamento de 350.000 contos, cerca de metade do orçamento do município de São Vicente, para o mercado do coco na cidade da Praia. «Portanto, é preciso coerência no discurso político, se queremos ser levados a sério», advertiu.

Problemas estruturantes sem solução

O Presidente da CPR do PAICV vai mais longe, ao alertar que o Presidente da Câmara e a sua equipa constituem os principais entraves para o desenvolvimento de São Vicente.

Fundamenta que o Edil Augusto Neves vai no seu terceiro mandato, e em quase 12 anos de mandato, mas não conseguiu resolver os problemas estruturantes para o desenvolvimento de São Vicente. «Não conseguiu resolver o problema de segurança da ETAR, que continua a representar um perigo iminente para as crianças que habitam nas redondezas. Não conseguiu resolver problema crónico da lixeira municipal, que é uma questão de saúde pública. Não conseguiu resolver o problema dos bairros informais, que é uma questão da dignidade da pessoa humana. Não existe uma política de Habitação social».

Enumerou ainda que não conseguiu resolver o problema do estádio Adérito Sena para receber competições internacionais. «Não conseguiu, em quase 12 anos de mandato, aprovar um Plano Diretor Municipal, que é um instrumento de Gestão Municipal imprescindível para qualquer município. Aliás, não existe sequer um plano estratégico de desenvolvimento de São Vicente. Não atende ou não recebe os investidores».

Continuando a revelar a incapacidade da actual equipa camarária suportada pelo MpD, Alcides Graça salienta que em quase 12 anos a CMSV não foi capaz de assinar um único acordo de geminação com Câmaras amigas, e aqueles que existem não são aproveitados devidamente.

Supostos favores com prédios e terrenos a cabos eleitorais

Mas as denúncias não ficaram por aí. Graça revelou que o Edil Augusto Neves transformou os recursos do município na moeda de alegada troca para prestar favores aos cabos eleitorais, amigos e presumíveis financiadores de campanha, como se os tivesse herdado dos seus pais. «Foi o que fez com Academia Carlos Alhinho, com a Praça dos Namorados, com o ex-Consulado Inglês, com os Estaleiros do Carnaval e os terrenos de Santa Filomena. Isto sem falar dos terrenos que vêm vendendo num processo que inclui uma doação, de duvidosa legalidade. Se calhar, é por isso mesmo que não está interessado em aprovar o Plano Diretor Municipal», conclui o líder regional do PAICV no Mindelo.

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