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SCM defende “apostas assertivas” para promover Morna Património Imaterial Cultural da Humanidade 03 Dezembro 2022

A presidente da Sociedade Cabo-verdiana da Música (SCM), Solange Cesarovna, defendeu hoje, na Praia, investimentos e apostas assertivas na promoção da Morna Património Imaterial da Humanidade, por forma a proteger este género da música tradicional do arquipélago.

SCM defende “apostas assertivas” para promover Morna Património Imaterial Cultural da Humanidade

Em declarações à Inforpress, por ocasião do Dia Nacional da Morna, que se celebra anualmente a 03 de Dezembro, data que marca o nascimento também de B-Leza, considerado um dos maiores compositores do País, a responsável avançou que há em curso projectos que colocam a morna no centro das atenções.

Entretanto, por outro lado, assinalou que há que que ter uma maior responsabilidade e união, pública e privada, para que a morna esteja ligada à maior parte das actividades culturais de Cabo Verde durante o ano.

Que ela conquiste o direito de ter o mesmo mérito de estar nos grandes festivais e nos maiores palcos que promovemos de música aqui em Cabo Verde e juntamente com outros gêneros de Cabo Verde”, sublinhou.

Que nós façamos o devido embalo, a devida protecção e de investimento, consciência e aposta para cada vez mais ouvirmos mais a morna, aprendermos mais sobre morna e partilharmos mais a morna e cada vez mais incentivarmos novos autores e compositores da geração actual”, acrescentou Solange Cesarovna.

Isto para, segundo ela, trazer também para o espólio da nação cabo-verdiana obras novas da morna, não de uma morna apenas moderna, mas que continue também a ir à fonte e incluir os seus requisitos técnicos tradicionais, trazendo um pouco do que vem na alma do povo cabo-verdiano, residentes e na diáspora.

Gostaríamos de ver mais jovens a compor, temos muita juventude que interpreta a morna, seria injusto dizer que não temos muitos jovens na morna, mas gostaríamos de ter muito mais, temos vozes belíssimas da juventude que trazem no seu repertório a morna, por isso achamos que é fundamental ter a morna nos palcos principais para que possamos, não só dar oportunidades a todos estes novos intérpretes e artistas, mas para que possamos também mostrar que ela tem a mesma oportunidade (…)”, almejou.

Para isso, Solange Cesarovna reiterou que há que ter uma aposta e incentivo certo para que haja mais autores e compositores a apostarem na criação da morna, trazendo o que vem na alma da juventude, sendo que a música tradicional de Cabo Verde tem “oportunidades em todos os palcos maiores que outros géneros”.

Instada se compartilha da opinião de que a morna é pouco ouvida em Cabo Verde, sobretudo nas estações públicas, avançou que não poderia proferir neste momento, de forma precisa, por não ter esses dados.

No entanto, se os artistas sentem isso, esta é uma preocupação legítima da sociedade cabo-verdiana de música”, fez saber a responsável, reforçando a necessidade de apostas assertivas para promover o que é do povo cabo-verdiano.

“(…) Todos nós somos chamados a assumir a nossa responsabilidade nos diferentes meios e emitir a música de Cabo Verde e a morna deve ocupar um ponto central, para proteger o que é nosso e contribuir para uma maior promoção e educar o povo a ouvir aquilo que é nosso”, sintetizou. A Semana com Inforpress

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