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Professores descontentes: SINDEP denuncia mudança unilateral do calendário das provas finais do ensino obrigatório 25 Maio 2022

O Sindicato Nacional dos Professores (SINDEP) exprimiu, hoje, numa conferência de imprensa realizada no Mindelo, a sua apreensão quanto ao descontentamento crescente dos professores sobre a forma como o Ministério da Educação vem-se relacionando com a classe docente cabo-verdiana, pautado pela falta de diálogo e desconsideração com a organização representativa da mesma. Em causa está a recente alteração do Calendário das Provas Finais no Ensino Básico Obrigatório, sem que o governo tenha ouvido os professores e sua organização sindical representativa.

Professores descontentes: SINDEP denuncia mudança unilateral do calendário das provas finais do ensino obrigatório

O SINDEP, na voz do secretário permanente em São Vicente, diz acreditar que o Ministério da Educação vê o professor como “um mero cumpridor obediente das obrigações e determinações e executor de tarefas” e não como o principal agente ou ator do sistema, negando-lhe uma verdadeira auscultação e participação, uma vez que toma as suas decisões e manda implementar, ignorando o papel importante que o professor desempenha no sistema educativo.

"Desta vez referimos, pois, à Alteração do Calendário das Provas Finais no Ensino Básico Obrigatório, ignorando assim o professor que planificou a sua vida profissional e pessoal em função do Calendário Escolar Oficial, homologado pela Sua Ex.ª Senhor Ministro da Educação a 30 de abril de 2021. Ou seja, esta alteração propõe a realização das Provas Concelhias referentes ao 8º ano, entre 8 a 14 de julho, sabendo que o Calendário inicial, homologado a 30 de abril de 2021 e publicado novamente na página oficial do Senhor ME no dia 31 de março de 2022, prevê o término das atividades letivas a 15 de Julho e o início das férias docentes a 18 de julho inclusive", explicou Nelson Cardoso.

Diante de tudo isso, o SINDEP que vai-se fazer as provas nacionais e que o que pode ficar em perigo é a data do início das férias dos professores ou a tranquilidade dos colegas professores que serão pressionados a concluir os trabalhos.

"Senhor Ministro da Educação, como fica aquele professor que já programou a sua vida particular e familiar de acordo com o calendário homologado pela Sua Excelência? Quando é que o Professor será verdadeiramente auscultado e permitido participar e sentir-se respeitado e valorizado plenamente?", questionou.

O maior sindicato nacional de professores em Cabo Verde não aprova esta forma do Ministério da Educação se relacionar com os professores, pelo que apela a um verdadeiro diálogo com os mesmos e os seus representantes legais em tudo que diz respeito à atividade e vida docente e apela ao bom senso do Ministro da Educação em fazer cumprir o Calendário Escolar 2021/2022 oficial e homologado pelo mesmo e publicado novamente este ano a 31 de março, evitando assim, causar, mais uma vez, o stress e descontentamento desnecessários nos professores, porque, conforme avança, estes programaram a sua vida em função deste calendário e não da atual alteração sem comunicação e explicação.

Esta organização, que representa a classe docente com mais de 4 mil associados, é de opinião que os professores merecem mais do que o discurso do dia 23 de abril, defendendo que é preciso auscultar e permitir o professor participar verdadeiramente enquanto parte importante de todo o sistema educativo cabo-verdiano. "OS professores não merecem terminar este ano letivo assim como começou, com contrariedades", conclui Nelson Cardoso, que é também vice-presidente do SINDEP.

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