ACTUALIDADE

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

SITTHUR exige da administração da TACV o pagamento das pensões dos trabalhadores que aderiram ao processo da pré-reforma 12 Setembro 2018

O SITTHUR quer que a administração da TACV garanta o pagamento das pensões dos trabalhadores que aderiram ao processo de pré-reforma, uma vez que o Governo garantiu que a empresa será privatizada até ao final do ano.

SITTHUR exige da administração da TACV o pagamento das pensões dos trabalhadores que aderiram ao processo da pré-reforma

Em declarações à Inforpress, o secretário permanente do Sindicato dos Transportes, Telecomunicações Hotelaria e Turismo (SITTHUR), Carlos Lopes adiantou que o acordo entre a Direcção Geral do Tesouro, o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) e a administração da TACV, anunciado em Dezembro do ano passado, ainda não foi assinado.

Segundo explicou, o acordo visa dar garantias quanto ao pagamento das pensões de reforma futuras dos trabalhadores, do processo de pré-reforma, e vai transferir a gestão das mesmas para o INPS.

Tendo em conta que o Governo anunciou que o processo de privatização da Cabo Verde Airlines “ficará concluído” até ao final do ano, o sindicalista avançou que há uma “incerteza muito grande” no seio dos trabalhadores, uma vez que não há garantias sobre as respectivas pensões e que, a par dessa situação, as pensões são pagas com “sucessivos atrasos”.

Explicou que em relação aos outros programas de reforma antecipada, o INPS tem recebido das empresas os valores correspondentes aos descontos quer dos trabalhadores quer dos empregadores até a data que o trabalhador atingir a idade da reforma oficial, que é 60 para mulheres e 65 para homens.

“Se os trabalhadores que aderiram ao programa tiverem 10 anos para atingir a idade da reforma, quer dizer que a empresa terá de fazer os descontos durante esse período, sendo que são 8% dos trabalhadores e 15% das empresas para entregar o INPS”, esclareceu Carlos Lopes que sublinhou que, para fazer a gestão deste processo, o INPS terá de receber recursos do Governo.

O secretário permanente revelou ainda que o sindicato tem estado a insistir com a administração da TACV, mas que até ao momento não receberam nenhum ‘feedback’, e realçou que há necessidade de regularizar esta questão.

Carlos Lopes mostrou-se convicto de que a demora e silêncio da administração da empresa tem a ver com problemas financeiros.

Por outro lado, acrescentou que “as negociações não têm sido fáceis”, sendo que há ainda muitas questões pendentes, como o programa de mútuo acordo e de transferência para a ilha do Sal. E, pelo ritmo como têm conduzido as questões, o sindicalista duvida que o problema ficará resolvido até o final do ano. A Semana/Inforpress

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade



Mediateca
Cap-vert

blogs

Newsletter

Abonnement

Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project