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SITTHUR pede intervenção urgente do Estado para salvar TACV–Cabo Verde Airlines 01 Maio 2020

O SITTHUR – Sindicato de Transportes, Telecomunicações, Hotelaria e Turismo pede, em carta dirigida ao primeiro-ministro, com cópia a outros membros do governo, uma intervenção urgente do Estado para salvar a TACV – Cabo Verde Airlines e os postos de trabalho existentes.

SITTHUR pede intervenção urgente do Estado para salvar TACV–Cabo Verde Airlines

Este pedido do SITTUR surge depois da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla inglesa), ter confirmado, esta quarta-feira,29, a suspensão da Cabo Verde Airlines do plano de venda de bilhetes BSP. Em causa está um divida de aproximadamente 2,4 milhões de dólares [2,2 milhões de euros], segundo denunciou o maior partido da oposição.

« O SITTHUR – Sindicato de Transportes, Telecomunicações, Hotelaria e Turismo, defende a intervenção do ESTADO NA TACV – CABO VERDE AIRLINES, única via que considera ser a mais adequada e eficaz, neste momento, para SALVAR a Empresa e garantir a sua continuidade futura», diz o comunicado remetido ao Asemanaonline.

Conforme o documento assinado pelo Secretário Permanente, essa intervenção deverá revestir de carácter de urgência, tendo em conta a situação extremamente difícil em que se encontra a Empresa, agravada pela crise provocada pela pandemia do coronavírus que atingiu, de forma muito particular e profunda, o sector da aviação civil comercial.

«Em carta entregue ontem (29/04) no Gabinete do Senhor Primeiro Ministro, Dr. Ulisses Correia e Silva, com conhecimento do Senhor Vice Primeiro Ministro e Ministro das Finanças e, também do Senhor Ministro do Turismo e Transportes, o SITTHUR insta o Governo no sentido da intervenção do Estado na TACV – Cabo Verde Airlines, para garantir a continuidade futura dessa Empresa», fez questão de realçar Carlos Lopes.

O sindicalista acrescenta que, na missiva endereçada ao Chefe do Governo, o SITTHUR clarifica que entende que a intervenção não deverá ser apenas aquela que vem sendo feita através da injeção de recursos, como avalista ou como acionista, «mas que terá de ser uma intervenção de fundo no sentido do Estado chamar a si as rédeas de direção e de condução dos destinos da Empresa nos tempos mais próximos, assegurando a sua continuidade e existência, pelo menos enquanto esta fase crítica não for ultrapassada».

Para o Secretário Permanente do SITTHUR, a TACV constitui um património nacional importante, construído por gerações de cabo-verdianos. «Constitui um instrumento estratégico muito importante de desenvolvimento do País, pelo que não deve ser deixado nessa agonia em que se encontra ou ser descartada».

Diante de tudo isto, a Direcção do sindicato representativo dos trabalhadores da Cabo Verde Airlines exige uma intervenção urgente do Estado para salvar a empresa e os postos de trabalho existentes. «O SITTHUR está firmemente convencido que a forma mais adequada e eficaz, neste momento, de salvar a transportadora aérea nacional, evitar o seu desaparecimento, evitar o desemprego em massa e salvaguardar os postos de trabalho, existentes, é através de uma intervenção urgente do Estado na Empresa», conclui o comunicado remetido ao Asemanaonline.

CVA e dívidas à IATA

Conforme chegou a denunciar o maior partido da oposição, em causa está uma divida da Cabo Verde Airlines junto da IATA de cerca 2,4 milhões de euros. “O facto é que essa suspensão, feita pela IATA, veio demonstrar que o que está em causa é uma dívida de, aproximadamente, 2,4 milhões de dólares [2,2 milhões de euros] com a IATA”, apontou, em conferência de imprensa, na cidade da Praia, o vice-presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Nuías Silva.

A reação do PAICV surge dois dias após a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) anunciar a suspensão da Cabo Verde Airlines (CVA) do BSP (Billing and Settlement Plan) em Portugal, tendo convidado os agentes a suspenderem imediatamente todas as atividades de emissão de bilhetes em nome da companhia aérea.

Para o dirigente do maior partido da oposição, essa suspensão é “gravíssima e traz grandes danos para o país”, já que, justificou, em regra, a IATA só adota esta postura quando as companhias estão em vias de falência.

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