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Sal/COVID-19: Agências de viagens com "grande" quebra no volume de negócios e classificam de "absurdo" o preço das passagens entre ilhas 23 Maio 2021

O secretário-geral do grupo Terra Sab (Morabitur, Atlantur e Qualitur), presidente da assembleia da associação das agências de viagens de Cabo Verde, revelou que com a chegada da pandemia de COVID-19 as agências de viagens sofreram uma "grande" quebra no volume de negócios. Neste sentido, Benoit Vilain, em conversa com o Asemanaonline, clama por uma recuperação rápida da atividade turística e aceleração da vacinação antes da época alta do setor do turismo em Cabo Verde. Tudo por forma a garantir a conservação das empresas e dos postos de trabalho. Ainda na qualidade de representante da Morabitur, no Sal, Vilain lembra ainda que apesar de venderem passagens aéreas domésticas e internacionais e de terem sido os primeiros a retomar o turismo em Dezembro 2020 com o mercado português e sobretudo o mercado polaco, as receitas continuam "fracas" e nem chegam a 15% do volume de negócios habitual para o mesmo período antes da pandemia. Crítica ainda o preço dos bilhetes das passagens aéreas inter-ilhas que considera ser "exorbitante".

Sal/COVID-19: Agências de viagens com

Em entrevista exclusiva ao jornal Asemana, o secretário-geral do grupo Terra Sab e presidente da Assembleia da Associação das Agências de Viagens de Cabo Verde, Benoit Vilain, avançou que a pandemia de Covid-19 trouxe um grande impacto para as empresas ligadas ao turismo e face à ausência de receitas, muitas empresas já não conseguem aguentar os custos fixos, mesmo considerando as medidas de apoio do Governo.

“Várias agências, incluindo a Morabitur e as outras agências do grupo Terra Sab, fizeram as adaptações necessárias para poder operar conforme as novas exigências sanitárias, e já foram certificadas com o selo do turismo seguro, mas sem turistas e com uma oferta extremamente reduzida de voos domésticos e internacionais, as agências de viagens e turismo em Cabo Verde estão claramente vivendo os momentos mais duros da sua história”, salientou.

Neste sentido, para manter "as portas abertas", mesmo com alguma dificuldade, a fonte revelou ao Asemana que as agências continuam a vender bilhetes para gerar uma receita através da venda de passagens de transporte, mas a oferta é muito escassa, tanto a nível dos voos domésticos como dos voos internacionais.

“As agências, cujo core business é “Incoming”, tiveram uma queda de volume de negócios que aproxima os 100%. Essas empresas sofrem perdas continuas todos os meses desde março 2020 : assumem os custos fixos sem ter receitas. No caso da Morabitur, apesar de vendermos passagens aéreas doméstica e internacionais e de termos sido os primeiros a retomar o turismo em dezembro 2020 com o mercado português e sobretudo o mercado polaco, as nossas receitas nem chegam a 15% do nosso volume de negócios habitual para o mesmo período antes da pandemia”, sublinhou.

Na qualidade de presidente da Assembleia da Associação das Agências de Viagens de Cabo Verde, Benoit Vilain, clama por uma recuperação rápida da atividade turística por forma a garantir a conservação das empresas e dos postos de trabalho. Assim, a fonte deste jornal, pede a aceleração da vacinação massiva da população “antes da época alta do turismo em Cabo Verde, em outubro, pois se não "os voos correm o risco de serem cancelados", advertiu.

“Uma campanha de vacinação massiva é o argumento mais eficaz para garantir uma retoma do turismo em Cabo Verde já neste verão. Associada a uma campanha eficiente de comunicação nos mercados emissores, essa campanha de vacinação constituirá uma ferramenta poderosa de ‘marketing’ do destino. Sem isso, receio que grande maioria das operações com voos charters, programadas nas ilhas do Sal e da Boa Vista neste verão sejam canceladas. Cabo Verde deve, por um lado, sentir-se seguro, e, por outro lado, transmitir a segurança. Ao fim das contas, segurança e Morabeza sempre foram os triunfos do nosso destino”, ressaltou.

Questionado se as agências do grupo Terra Sab - Morabitur , Atlantur e Qualitur, optaram pela suspensão dos contratos de trabalho dos seus trabalhadores por conta da pandemia, Benoit Vilain revelou que estão a fazer todos os sacrifícios para salvaguardar a equipa. Entretanto, a fonte teme que os seus funcionários sejam ainda punidos se não houver a retoma do turismo.

“No caso da Morabitur e das agências do grupo Terra Sab, consideramos serem os recursos humanos que fazem as empresas. Fizemos e continuamos a fazer muitos sacrifícios para salvaguardar a nossa equipa e não dispensar os nossos colaboradores”, revelou.

Crítica ainda o preço dos bilhetes das passagens aéreas que considera ser "exorbitante". Vilain defende que a população cabo-verdiana não pode pagar preços "absurdos" para viajar entre ilhas, enquanto que os turistas pagam "muito menos" em voos internacionais.

“O cidadão cabo-verdiano não pode pagar valores exorbitantes e por vezes até absurdos para viajar entre ilhas distantes de menos de 1 hora. O turista não pode pagar mais para viajar entre as ilhas que para chegar a Cabo Verde num voo internacional de 6 horas ou até mais. A minha visão da oferta de voos domésticos em Cabo Verde é de uma operação do tipo “Shuttles” em que a programação é fixa e continua a longo prazo, e em que existem condições tarifárias (preço, direito a alteração e reembolso…) diferenciadas e adequadas a cada categoria de passageiro de mercado”, expressou.
LC/Redação

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