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Sal: Prisão para o suspeito da morte da adolescente Eliane Pinto 22 Dezembro 2021

Depois de detido pela Polícia Judiciária, o suspeito de ter assassinado, no dia 9 de dezembro, a adolescente Eliane Pinto, de 13 anos, no Sal, já se encontra em prisão preventiva, segundo acaba de decretar o Tribunal da Comarca da ilha.

Sal: Prisão para o suspeito da morte da adolescente Eliane Pinto

Em cumunicado, a Polícia Judiciária (PJ) informa que, através do Departamento de Investigação Criminal do Sal (DICS) e com o envolvimento direto da Direção Central de Investigação Criminal, deteve, na cidade de Santa Maria, fora de flagrante delito, no dia 19 de dezembro, domingo, um individuo do sexo masculino, de 29 anos de idade, suspeito pela prática de um crime de homicídio, na sua forma agravada, em que vítima foi a adolescente Eliane Pinto.

Segundo a mesma fonte, o suspeito da prática do referido crime, ainda em investigação, foi apresentado, esta terça-feira, ao Tribunal Judicial da Comarca do Sal, para o primeiro interrogatório de arguido detido, que entendeu aplicar-lhe, como medida de coação pessoal, a prisão preventiva.

A vítima, uma menor de 13 anos de idade, residente na pacata localidade de Palha Verde, Santa Maria -, saiu de casa logo pela manhã do dia 09 de dezembro de 2021 para assistir a uma aula na Escola Secundária local (CEMAM), o que não chegou a acontecer, pois mais tarde viria a ser encontrada morta nas proximidades do emblemático e ponto turístico “Monte Leão”.

Conforme o comunicado, não obstante a “forte pressão social” para se conhecer os meandros do presente caso, a Polícia Judiciária não poderá, nesta fase, avançar muito mais detalhes sobre a investigação, não só porque é o Ministério Público o titular do processo, como também, para não comprometer algumas diligências, que ainda se encontram em curso.

Entretanto, a Polícia Judiciária aproveita o ensejo para tranquilizar a opinião pública e informar que o processo já se encontra em avançado estado de investigação, pelo que os meandros do crime serão dados a conhecer ao Público no momento apropriado, tendo em atenção que o caso se encontra sob segredo de justiça, não podendo sobre ele haver qualquer espécie de pronunciamento que possa pôr em causa a investigação, sob pena de cometimento de crime (cfr artigos 335.º do Código Penal e 110.º nº 1, 113.º n.º 1 alínea a), 114.º nº 2, a contrário, todos do Código de Processo Penal).

“De realçar, que o desfecho favorável da investigação preliminar, só foi possível graças ao engajamento do pessoal especializado de investigação criminal e de especialistas do Laboratório da Polícia Cientifica, destacados pela Direção Nacional da Polícia Judiciária, para apoiarem o Departamento da Investigação Criminal do Sal nas investigações, bem como a colaboração da Polícia Nacional, mais concretamente da Esquadra Policial de Santa Maria”, diz a PJ, em comunicado.

Sabe-se ainda que a utilização de meios avançados de investigação criminal pelos técnicos acima referidos não deu quaisquer hipóteses ao suspeito, que, notificado para comparecer à Polícia Judiciária (as investigações levadas a cabo faziam impender sobre ele fortes suspeitas), acabou por se entregar.

A Polícia Judiciária aproveita para tranquilizar a população da ilha do Sal e do país em geral, ao mesmo tempo que reafirma a sua inteira e total disponibilidade a dar combate aos crimes que a lei lhe confere competência para investigar, informando ainda que tudo será feito com vista ao cabal esclarecimento deste caso. Exorta ainda a população que o combate à criminalidade é tarefa de todos, pelo que toda a comunidade deve estar envolvida nessa empreitada, tomando todas as precauções que se mostrarem necessárias para prevenir tal fenómeno.

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