Legislativas 2021

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Sal/ Entrevista: Janine Lélis- MPD promete "atenção especial" à saúde e à educação 14 Abril 2021

A cabeça-de-lista do MPD pelo círculo eleitoral do Sal, às legislativas de 18 de Abril, afirma que a ilha merece uma atenção especial a nível da saúde, da educação e da habitação. Janine Lélis promete, caso o seu vença as eleições, “continuar os projetos de desenvolvimento na área do turismo, ajudar as empresas até à retoma do turismo, investir no setor da saúde com a criação de um centro de saúde na zona da Palmeira, bem como na educação, com a implementação de escolas em Palmeira e Chã de Matias, e na habitação. A líder da lista dos ventoinhas admite que o seu partido tem como meta eleger, pelo menos, três deputados no círculo eleitoral do Sal.

Sal/ Entrevista: Janine Lélis- MPD promete

Asemana: Como está composta a lista do MPD às legislativas em termos de competência técnica e género?

Janine Lélis: A lista do MPD pelo círculo eleitoral do Sal é composta por pessoas com alguma experiência adquirida com os dirigentes do MPD. É constituída por indivíduos muito eficientes e com grande capacidade para representar a ilha do Sal. Nós temos gentes comprometidas com o desenvolvimento da ilha do Sal e de Cabo Verde.

A lista é formada por mim, Janine Lélis - advogada, por Carlos Santos - economista, Georgina Gemiê - bancária, Aniceto Barbosa - controlador de tráfico áereo, Ailton Rodrigues - agente administrativo, Magda Araújo - enfermeira, Felisberto Alves - professor e Maria Bonila que é médica.

Com que nível de linguagem e metodologia de contatos está a fazer a campanha eleitoral?

- Estamos a fazer uma campanha cívica e pedagógica onde temos estado a falar sobre as questões do COVID-19 e a sua consequência, no Sal em particular. Apresentamos algumas propostas e nós esforçamos-nos por efetivar os nossos compromissos. Também falamos sobre o turismo e as propostas para este sector.

Principais apostas para relançar o desenvolvimento local

Quais as principais apostas que a plataforma eleitoral do MPD preconiza para relançar o desenvolvimento do Sal?

- Nós mantemos o foco ainda no hub aéreo, apesar de que é normal e natural que em tempos de pandemia houve uma parada, mas existe a compreensão por parte das pessoas já que nós estamos a viver um momento difícil. Nós queremos trabalhar afincadamente para contornar a COVID-19. Pretendemos continuar os projetos de desenvolvimento na área do turismo, com um turismo sustentável para que continue a trazer uma mais-valia para todos. Continuar a ajudar as empresas até à retoma económica.

Temos um enfoque muito grande no sector da educação, que é fundamental para a projeção e desenvolvimento de qualquer nação e continuar os investimentos no sector da saúde e habitação.

Em termos da educação, nós pretendemos criar uma escola na zona da Palmeira e outra na localidade de Chã de Matias. Pretendemos implementar uma unidade de atlântico que seria um instituto aeronáutico e da indústria turística. E também o nosso compromisso em relação ao pré-escolar é a universalização.

A nível habitacional, temos feito muito para resolver o problema de habitação na ilha do Sal, mas nós queremos fazer mais. Queremos fazer a requalificação das zonas de Alto de Santa Cruz e Alto de São João. A requalificação dessas zonas aconteceu, é real e existe, a infraestruturação está toda ela concluída. Neste momento temos construções de habitações sociais em curso para responder e promover a comodidade nas pessoas com dignidade.

Nós defendemos a filosofia de que é preciso levar uma maior qualidade de vida às pessoas que vivem nessas zonas. É visível tudo o que foi feito em toda a ilha do Sal em requalificação urbana. Todos os lugares que nós fomos têm obras.

A nível da saúde nós pretendemos criar um centro de saúde na zona da Palmeira, continuar a fazer um reforço dos especialistas na ilha do Sal para poder diminuir a necessidade de evacuação.

Que aspectos importantes da ilha do Sal devem merecer uma atenção especial na próxima legislatura?

- Continuam a ser a questão da saúde, da educação, da habitação, e a conclusão dos programas e dos projetos que nós temos em curso. Naturalmente coloca-se aqui uma questão fundamental para o setor empresarial enquanto o turismo depende desta retoma, é uma preocupação acrescida com a saúde e com a questão da necessidade das empresas para a retoma.

Principais reivindicações dos salenses

Pode enumerar as principais reivindicações dos salenses neste momento?

- Todas as pessoas na ilha do Sal sentiram o impacto da pandemia do COVID-19, portanto a grande reivindicação é efetivamente que a retoma aconteça, para que tudo possa voltar à normalidade, apesar de todos entenderem que este embate aconteceu não só na ilha, mas é algo a nível nacional e internacional. As pessoas querem que tudo volte à normalidade.

O que a lista do MPD pretende fazer para credibilizar a política e reconquistar os eleitores?

- Em primeiro lugar, eu não acho que a política esteja descredibilizada. Há sim um discurso insistente em descredibilizar a política. Acredito que nós temos uma responsabilidade crescente e esta responsabilidade é exatamente nesta perspetiva, de fazer compromissos exequíveis e Governar tendo em atenção aquilo que são as prioridades.

A credibilidade está naquilo que seria uma renovação do contrato social. Somos contra o populismo. O populismo não leva nenhum país ao seu desenvolvimento e ao seu crescimento. Os políticos têm que ir ao encontro daquilo que são as necessidades e não responder com demagogia. Ter um papel pedagógico com o investimento da formação e esclarecimento das pessoas. Explicar o funcionamento das instituições para que todos possam entender o jogo democrático sobre as coisas.

O que a candidatura do MPD traz de diferente em comparação com a lista dos outros partidos?

- A nossa lista foi construída com aquilo que é a ilha do Sal, com uma perspetiva de transversalidade, com paridade e com gente que está ligada ao sector da aviação e da saúde. É composta por pessoas que conseguem liderar e têm uma boa aceitação.

O que nós temos de diferente é o caminho feito que a oposição ainda não fez. Penso que nós levamos uma vantagem em relação à oposição porque nós não temos visto propostas diferentes das nossas. Eu tenho visto basicamente a repetição das nossas propostas.

Meta de mandatos a conquistar

Qual é a meta definida pela sua lista no tocante ao número de mandatos a conquistar?

- A nossa meta é eleger três deputados. Temos uma responsabilidade acrescida, uma responsabilidade maior, mas nós estamos a lutar afincadamente para isso, e esperemos que o resultado seja bom.

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