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Sal: Liceus registam diminuição de casos de alunas grávidas 05 Junho 2021

A Escola Básica e Secundária Olavo Moniz (EBSOM), nos Espargos, e o Complexo Educativo de Santa Maria, na ilha do Sal, registam uma diminuição de casos de alunas grávidas, este ano letivo, mas as diretoras dizem que a situação “não deixa de ser preocupante”.

Sal: Liceus registam diminuição de casos de alunas grávidas

Segundo escreve a Inforpress, a diretora da Escola Básica e Secundária Olavo Moniz (EBSOM), Luísa Graça, conta que no ano letivo 2019/2020 o estabelecimento de ensino, nos Espargos, registou uma média de 19 alunas grávidas, contra 09 gestantes, identificadas pelos diretores de turma, neste ano letivo 2020/2021, marcado pelo contexto da pandemia da covid-19.

Destas nove alunas, uma tem 14 anos e estuda o sexto ano, e as outras do 9º a 12º ano, isto é, duas alunas grávidas no 9º, uma no 10º, duas no 11º e três no 12º ano.

“Já tivemos muito mais casos de alunas grávidas. Este ano houve uma diminuição, mas a situação é complexa e nos preocupa. Não é desejável termos alunas grávidas no liceu. Temos uma ficha de caracterização socioeconómica e demográfica das adolescentes grávidas, que são acompanhadas pelas psicólogas da escola”, explicou à Inforpress.

Para além do acompanhamento psicológico, Luísa Graça disse que a escola apoia as gestantes a nível de consultas, cestas básicas, na formação do enxoval do bebé, fraldas, entre outras ajudas.

“As alunas, da camada social mais desfavorecida, falam-nos dos seus problemas e nós ajudamos em casos pontuais, tendo em conta que seus pais estão em lay-off, enquanto outros perderam o emprego, com a chegada da pandemia da covid-19”, revelou.

Luísa Graça, para quem informações de prevenção no sentido de evitar uma gravidez precoce, indesejada e outras doenças, “é o que mais abunda”, disse que o Liceu Olavo Moniz dispõe de um espaço de inclusão e cidadania sob a orientação de sociólogos e psicólogos, que tratam temas da vida, elucidando os alunos e alunas que a vida tem fases, que há tempo para tudo e tudo a seu tempo.

Manifestando a mesma preocupação, a directora do Complexo Educativo Manuel António Martins, (CEMAM), Lucialina Alfama, conta que neste ano lectivo a escola de Santa Maria contabilizou oito alunas grávidas, desde o 8º ao 12º anos, referindo, sem apontar números, que no ano lectivo passado, foram muito mais.

Deste número, sete já tiveram bebé, restando, neste momento, uma gestante que deverá dar à luz, conforme disse, no mês de Agosto próximo.

Lucialina Alfama explicou que as alunas nessa situação são dadas atenuantes, avaliadas de forma diferenciada para não perderem o ano lectivo.

“Alunas grávidas no liceu são sempre uma preocupação. No 9º e 10º ano, por exemplo, temos a disciplina da Formação Pessoal e Social (FPS), onde os professores têm programas sobre a problemática, entre outras actividades para chamar atenção sobre a gravidez precoce e outros males. Informação é o que mais abunda, mas… todos os anos temos alunas grávidas na escola”, lamentou em tom de preocupação.

A responsável concluiu apelando à participação dos pais e encarregados de educação nos encontros que se realizam na escola para tratamento de diferentes temáticas e “juntos ver onde está o problema”.

Tanto uma como outra directora asseguram que a maior parte das alunas cuja gravidez decorre durante o ano lectivo, regressa às aulas depois do parto, mas há outras que preferem anular a matrícula, alegadamente por não ter com quem deixar o bebé.

Adolescentes grávidas, candidatas à maternidade precoce, a circularem nas diferentes localidades da ilha do Sal não fogem aos olhares de espanto e de preocupação.

De acordo com estudos divulgados, a taxa de gravidez na adolescência tem vindo a aumentar em Cabo Verde, e uma em cinco mulheres grávidas está abaixo dos 19 anos.

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