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Sal: Líder do PAICV diz que “prioridade do momento” é País “dar resposta” e trazer “mais esperanças às famílias” 09 Dezembro 2020

A presidente PAICV, Janira Hopffer Almada, considerou que a prioridade do momento é o País “dar resposta” e, sobretudo, trazer “mais esperança” para as famílias que perderam rendimento e não têm nenhuma forma de sustento.

Sal: Líder do PAICV diz que “prioridade do momento” é País “dar resposta” e trazer “mais esperanças às famílias”

A líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) fez essas considerações na ilha do Sal onde efectuou uma missão de dois dias para presidir a cerimónia da tomada de posse da Comissão Política Regional (CPR), liderada por Démis Almeida, e para contactos com a população salense, no âmbito da preparação das eleições legislativas de 2021.

A líder do PAICV terminou a sua visita na terça-feira, 07, com contactos directos à população da cintura dos Espargos, e, das auscultações, disse ter constatado que as pessoas “estão insatisfeitas”, que a ilha do Sal passa por “muitas dificuldades”, também por ser uma ilha com vocação essencialmente turística, daí ressentir dos impactos da crise da covid-19.

“As famílias estão a passar por muitas dificuldades porque não têm rendimentos, muitos perderam os seus rendimentos, e o sentimento é que estão abandonadas”, comentou.

Janira Hopffer Almada, que vai mais longe ao referir que as pessoas se sentem abandonadas porque, conforme sublinhou, passaram quatro anos a ouvir que Cabo Verde “tem dinheiro que não acaba nunca mais”, e, entretanto, “a vida não melhorou”.

“E entendem que há um governo que quer criar a ideia de que os problemas surgiram com a pandemia, mas isto não corresponde a verdade. Já havia problemas na saúde, transportes, pescas (…), é claro que com a pandemia a situação agravou-se”, concretizou.

Para a líder do maior partido da oposição, Cabo Verde tem um Governo que “não define prioridades”, que nesta situação de crise prevê no Orçamento do Estado (OE) para o próximo ano mais de 300 mil contos para honorários, 1.4 milhões de contos para assistência técnica e mais de 600 mil contos para viagens e deslocações.

“Na situação de dificuldades nós todos temos que fazer sacrifícios. E quem está a liderar tem que fazer um sacrifício maior. Por isso que o povo não consegue entender o sacrifício que se lhes está a pedir, se o governo não está a fazer sacrifícios”, exteriorizou.

Ao pisar a ilha do Sal “deserta e sem turistas”, Janira Hopffer Almada disse que o sentimento foi de “desolação e muita angústia”.

“Angústia porque, um País que se diz estar a crescer cinco vezes mais não teve nenhuma iniciativa para diversificar a economia, não se fez aposta na pesca, agricultura, nem investimentos noutros sectores que têm potencial, para que o País não ficasse exclusivamente dependente do turismo”, censurou.

“Um Governo tem que ter capacidade de definir prioridades. E o problema deste governo é que desde o início teve prioridades invertidas, isto é, a priorizar o que não é prioritário, a governar para um pequeno grupo de pessoas, deixando a grande maioria da população em grandes dificuldades”, concluiu. A Semana com Inforpress

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