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Sal: Lojistas reclamam da fraca movimentação e pedem liberalização do acesso ao espaço comercial no aeroporto 13 Maio 2021

Lojistas que laboram no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral (AIAC), no Sal, reclamam do fraco movimento e pedem liberalização de acesso ao espaço comercial, barrado às pessoas/clientela há algum tempo, por causa da pandemia da covid-19.

Sal: Lojistas reclamam da fraca movimentação e pedem liberalização do acesso ao espaço comercial no aeroporto

Numa ronda pelos lados do AIAC, num dia sem movimentação de voos e passageiros, a Inforpress pôde constatar que a maior parte das lojas na área comercial encontrava-se fechada, pois são abertas só quando há voos, segundo informações, os balcões de atendimento do banco Caixa Económica, também fechados, na sequência da pandemia da covid-19, entre outros serviços.

Estefânia Falcão, dona de uma das mais antigas boutiques no aeroporto, lamentou a situação “extremamente complicada”, mormente para quem está nesta área e a labutar na zona comercial do aeroporto, conforme conta.

Explicou que na sequência da pandemia e das consequentes declarações de estado de emergência e de estado de calamidade pelas autoridades nacionais, o aeroporto e as lojas estiveram, praticamente, um ano fechadas.

“Na verdade, durante este período a ASA não nos recebeu a renda do espaço. Entretanto, com a retoma dos voos da Binter, baixaram 10 por cento (%) do valor do aluguer, mas mesmo assim não compensa (…) está difícil. Estamos a passar por momentos delicados e de muitas dificuldades”, conta a lojista.

“Difícil e complicado” porque, conforme explicou Estefânia Falcão, quando há voo as portas do aeroporto se mantêm fechadas, com entrada permitida apenas aos passageiros.

Para ela e outros colegas esta medida devia ser revista, compreendendo que o controlo de passageiros podia ser feito na área onde se encontram os seguranças, e não na entrada principal de acesso à zona comercial.

“Aqui há lojas, comércio (…) andamos a fazer das tripas coração para manter o estabelecimento de portas abertas, mas o movimento não justifica”, disse Estefânia, rogando a quem de direito a rever a situação.

Corroborando do mesmo sentimento, outro lojista acrescenta que só pelo facto de a porta estar aberta paga-se a renda, mensalmente, com ou sem resultado, sem contar outras despesas e compromissos.

“Não fazemos mínima ideia da retoma, embora a chegada de alguns turistas, aos fins de semanas. Mas é tanta burocracia nesta porta, de entrega de papéis do hospital e não sei que mais que os passageiros chegam e passam nem voltam a cara para ver que aqui tem lojas, mormente entrar e comprar alguma coisa”, rematou.

Perguntados como perspetivam o futuro, uns e outros atiraram de imediato: “É entregar nas mãos de Deus, porque os cabo-verdianos são um povo de muita fé e esperança”.

Concluem reiterando o apelo para se liberar a entrada da área comercial, porque, conforme asseguraram, quem faz compras no aeroporto são pessoas que lá trabalham, vivem no Sal, tanto de Espargos, Santa Maria e de “todo o lado”.

“Inclusive, já estão a perder o hábito de vir cá fazer compras, porque quando chegam não lhes é permitido entrar”, remata Estefânia Falcão.

A Inforpress tentou ouvir a diretora Comercial da Empresa Nacional de Segurança Aérea (ASA), Selma Neves, mas sem sucesso. Asemana com Inforpress

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