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Sal: Projeto «Djuntu pa Igualdadi!» apresenta resposta participativa contra a Violência Baseada no Género em Cabo Verde 22 Julho 2021

A Associação Comunitária de Chã Matias apresentou, esta quinta-feira, 22, ao público, na ilha do Sal, o projeto “Djuntu pa Igualdadi! Uma resposta participativa contra a Violência Baseada no Género em Cabo Verde. Tem por objetivo apoiar “os principais intervenientes responsáveis pela implementação da Lei VBG e o povo cabo-verdiano em geral na sua luta pela igualdade de género”.

Sal: Projeto «Djuntu pa Igualdadi!» apresenta resposta participativa contra a Violência Baseada no Género em Cabo Verde

Segundo a presidente da Associação Chã de Matias, Arminda Lopes, o projeto visa ajudar as vítimas de VBG e capacitar as pessoas para poderem entender mais a lei de Violência Baseada no Género (VBG) em Cabo Verde.

“O projeto tem como finalidade fortalecer as pessoas que passaram pela situação de vítima quer física, quer emocionalmente e também ajudar a comunidade a compreender esta questão de violência baseada no gênero, bem como promover a igualdade de gênero nesta comunidade onde este projeto vai passar. Nós pretendemos capacitar essas pessoas e mostra-las como eles podem ultrapassar esta situação de violência", reiterou a fonte.

Neste sentido, várias actividades vão ser desenvolvidas para dar uma resposta participativa à questão de Violência Baseada no Género na ilha mais turística de Cabo Verde.

“Vamos oferecer apoio e assistência psicológica com o intuito de fortalecer a capacidade emocional das pessoas que passaram pela situação de vítima. Também, vamos ajudar as pessoas no sentido de mostrar como podem procurar emprego sobretudo neste contexto de pandemia dado que muitas pessoas perderam o emprego. Desta forma, pretendemos promover ‘workshops’, formações para as pessoas que estão à procura de emprego ou até mesmo ajudar as pessoas que querem construir o seu autoemprego. Ainda, vamos trabalhar nas comunidades na questão de sensibilização e esclarecimento de informação sobre esta lei que já existe em Cabo-verde", enfatizou a responsável daquela Associação.

Trabalhar nas escolas é também uma das grandes apostas deste projeto, conforme avançou a referida fonte. "Nós pretendemos trabalhar nas escolas tendo em conta que as crianças e adolescentes são o nosso público alvo sobretudo nesta questão de trabalhar a prevenção e também de os ajudar no processo de autoproteção", salientou.

Arminda Lopes entende que a implementação da lei de Violência Baseada no Género (VBG) foi uma mais valia para Cabo Verde, mas que é preciso uma maior divulgação e esclarecimento da lei.

"Nós precisamos maior aplicação prática desta lei e também mais divulgação. Nós entendemos que as pessoas sabem sobre esta questão do que é a violência baseada no género, mas muitas vezes não conseguem o interpretar, então nós vamos ajudar as pessoas na comunidade a entender melhor esta lei para que os problemas possam ser resolvidos de melhor forma: , expressou.

Para exercer os trabalhos em agenda, o programa conta com uma equipa formada por três psicologo, um jurista, entre outros profissionais dispersos pelas ilhas de São Vicente, Sal e Santiago, onde vai vigorar o projeto.

Este conta com a parceria da Associação Cabo-verdiana de luta Contra a Violência Baseada no Gênero (ACLCVBG), European Partnership for Democracy (EPD), do Netherlands Institute for Multiparty Democracy (NIMD) e do World Leadership Alliance-Club de Madrid (WLA-CdM) e é co-financiada pela União Europeia (EU).

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