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Sal: Trabalhadores do turismo sentem-se "abandonados" pelo Governo 06 Mar�o 2021

Um grupo de nove trabalhadores que atuam no setor do turismo concentraram-se este sábado, 06, na praça principal dos Espargos, na ilha do Sal, para pedir apoios adequados ao setor e reivindicar melhores condições de trabalho e pagamento de salarios condígnos. Devido à falta de participantes suficientes este grupo resolveu exigir os seus direitos no local.

Sal: Trabalhadores do turismo sentem-se

Questionado qual poderia ser a razão da pouca adesão dos trabalhadores, o porta-voz da organização Justino Assunção e ex-funcionário do resort Group afirma que as pessoas já estão cansadas de tantas promessas não cumpridas e que têm medo, principalmente aqueles que ainda não perderam o emprego. “As pessoas têm medo de falar, medo de perder o emprego porque o Governo de Ulisses Correia e Silva não faz nada», alertou.

“A culpa não foi da organização porque eu fiz de tudo, anunciei nas redes sociais”, relevou Justino Assunção. Este jornal apurou, no entanto, que a mnifestação não contou com a adesao das duas princpais organizaçoes sindicais da familia da UNTC-CS na ilha - SICOTUR e SINTCAP.

A concentração foi marcada para as 10:00 deste sábado, na praça principal dos Espargos, porém com falta de participantes suficientes este grupo de nove pessoas resolveram reivindicar os seus direitos no local.

Munidos de cartazes com várias palavras de ordem, esses trabalhadores exigem do Governo mais dignidade para todos os trabalhadores, repartição justa de riquezas produzidas do PIB, mais liberdade sindical, mais trabalho para jovens, trabalho digno, proteção social para todos e aumento do salário Mínimo Nacional.

Queixam-se da “situação insustentável” que a ilha vive neste momento e exigem a resolução desses problemas. As fontes criticam ainda a falta de coerência do Governo quando prometem algo no período de campanha eleitoral, mas não cumprem. “Onde estão os 45 mil postos de trabalho que o Governo prometeu. Onde está o poder de compra e o aumento do salário mínimo”, expressou Justino Assunção, o porta-voz desses trabalhadores.

Suely Almeida, ex-funcionária do hotel Resort Group, lamentou a falta de apoio disponibilizado e afirma ser desanimador quando se faz manifestações e o Governo não faz nada, já que é a segunda vez que esta classe sai às ruas para chamar a atenção do Governo. “Esta já é a segunda vez que nós fazemos uma manifestação, mas ainda nada. Os abusos continuam. A maioria dos jovens esá desempregada e o Governo não faz nada. Estamos mesmo esquecidos” , expressou.

Ambas as fontes questionam porque é que os trabalhadores em pleno regime lay-off são despedidos sem indemnização adequada.
LC/Redação

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