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Samsung ouviu e Kim já desceu da torre de 1 m onde morou 354 dias 12 Agosto 2020

25 anos depois, o herdeiro da Samsung, Lee Jae-Yang, pediu desculpas ao trabalhador que despediu em 1995 e reconheceu o erro de "não ter conseguido resolver rapidamente o problema". A última etapa da luta de Kim Yong-Hee por "um sindicato para os milhares de empregados semi-escravos da Samsung", a mais importante empresa sul-coreana, chegou ao fim quase um ano depois do seu esforço sobre-humano — empoleirado num poste de um metro quadrado de área — com a promessa da gigante tecnológica de que vai permitir a primeira representação sindical na empresa.

Samsung ouviu e Kim já desceu da torre de 1 m onde morou 354 dias

"Sofri crises de pânico e tive de lutar constantemente contra a tentação de saltar", confiou Kim à AFP. "Agora só espero que a Samsung vai garantir a todos os trabalhadores o direito de participar em atividades sindicais".

Kim Yong-Hee viveu trezentos cinquenta e quatro dias como um pássaro, pousado com a sua tenda e cartazes no topo de um poste que controla o tráfego numa das mais movimentadas ruas de Seul.

Mais de trezentos dias a quase trinta metros de altura — ao nível de oito andares — em que Kim Yong-Hee, de 61 anos, utilizou os meios de comunicação social para chamar a atenção para a sua guerra com a mais poderosa empresa sul-coreana, a Samsung.

Um artigo do New York Times em abril foi o primeiro a contar ao mundo a saga de Kim despedido em 1995 por tentar "formar um sindicato para os milhares de empregados semi-escravos da Samsung".

A primeira empresa no ranking de sucesso da Coreia do Sul conseguiu ao longo de mais de cinquenta anos evitar a representação sindical dos seus trabalhadores.

A Samsung também enfrentou e venceu as várias acusações sobre o mau tratamento aos trabalhadores. A ética e os direitos humanos têm sido invocados como valores ausentes da empresa líder de mercado nos smartphones, a nível mundial.

A ação de protesto do sexagenário Kim suscitou interesse académico também: o professor Vladimir Tikhonov, especialista em estudos coreanos na universidade pública de Oslo, disse em maio à AFP: "A Samsung manteve-o ao alto durante um ano, isto mostra a todos os demais candidatos sindicalistas no conglomerado que se querem lutar, a luta será cruel".

O herdeiro da Samsung, Lee Jae-Yong, de 51 anos, pediu na ocasião também desculpas pelos escândalos que rodearam a sua gestão e o levaram a ser condenado em 2017 por corrupção e a cumprir um ano da pena de cinco anos de prisão. O seu teve ramificações ao escândalo que envolveu a presidente Park Geun-Hye, que está na prisão, a cumprir 30 anos por corrupção.

Fontes: Referidas. Relacionado: Coreia do Sul: Guerra de um contra império Samsung, 22.abr.020; Samsung Galaxy Fold devolvidos — Geração de smartphones com ecrã dobrável arranca mal, 07.abr.019. Fotos(Getty/AFP): 354 dias esteve dependurado num poste à altura de oitenta e dois andares, o sexagenário Kim Yong-Hee em guerra contra a Samsung. LS

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