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Saneamento básico na Praia: Líder regional do PAICV aponta falta de rede de esgotos como grande problema da Capital 17 Julho 2020

O líder da Comissão Política Regional de Santiago Sul do PAICV convocou, hoje, a imprensa para denunciar que a insuficiência de rede de esgotos é um dos grandes problemas que a Praia enfrenta. Carlos Tavares, que é também membro da Comissão Política Nacional, ilsutra que, segundo dados do INE sobre condições de vida referentes a 2019, 6 em cada 10 praenses não tem acesso a rede de esgotos, «ou seja, apenas 43% da população ou 47% dos agregados familiares tem acesso a rede de esgotos».

Saneamento básico na Praia: Líder regional do PAICV aponta falta de rede de esgotos como grande problema da Capital

O político salientou que o acesso a rede de esgotos ainda não é uma realidade para a maioria dos bairros da Praia e para piorar a situação normalmente é a mesma camada populacional que sofre com falta de rede de esgotos que também sofre com falta de moradia ou renda adequadas.

Carlos Tavares criticou, por outro lado, que o acesso a rede de esgotos sanitários que se enquadra no saneamento básico, definido como um direito humano fundamental, não tem merecido a devida atenção por parte das autoridades e nem tem sido uma prioridade real, relegado muitas vezes a apenas discursos da mais nova prioridade eleitoral momentânea,

«A insuficiência e o avanço lento nesta matéria colocam a Praia em sérias dificuldades para cumprir as metas dos objetivos de desenvolvimento sustentável, agenda 2030, nomeadamente garantir o saneamento universal e equitativo, para todos», advertiu, lembrando que Estudos de afrobarometro, lançado em Marco deste ano, indicam que os governos em África têm falhado nas prioridades como saneamento, e que tem havido pouco progresso nos últimos anos.

Segundo ainda Tavares, na Praia, a questão vem sendo relegada para um segundo plano com desumana indiferença e injustiça, e com falta de comprometimento das autoridades, no meio de ações avulsas sem e clarificar metas a curto medio e longo prazos para a universalização dos serviços de saneamento nesta matéria e também num contexto de deficiente gestão das prioridades camarária e gestão inadequada de recursos públicos.

Adverte que a Câmara Municipal da Praia advoga ter recebido nos últimos anos milhões de contos, mas não há uma ação proactiva para investimento estruturante nessa questão. «A Câmara Municipal da Praia é capaz de gastar 1 milhão de contos no mercado de coco, mas não investe convenientemente na melhoria da rede nos bairros», salientou o líder regional do PAIV. O desenvolvimento da Praia inclui necessariamente uma mudança de patamar de saneamento básico, como condição fundamental de desenvolvimento sustentável, tendo em conta impato positivo na valorização ambiental, na proteção da saúde e no desenvolvimento da sociedade como um todo», propõe em alternativa o presidente da CPR do PAICV em Santiago Sul.

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