AMBIENTE

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Santa Catarina/Santiago: FAO financia projeto de mobilização de água em Charco e João Dias 12 Julho 2021

O Salão Nobre dos Paços do Concelho de Santa Catarina de Santiago acolheu, esta segunda-feira, 12, um encontro para apresentação de um projeto de mobilização de água da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a Ribeira de Charco. Na próxima semana, será a vez de ser apresentado o projeto para a localidade de João Dias.

Santa Catarina/Santiago: FAO financia projeto de mobilização de água em Charco e João Dias

Segundo uma nota a que este diário digital teve acesso, o encontro aconteceu na manhã desta segunda-feira, seguindo-se uma deslocação à Ribeira de Charco para um encontro com agricultores.

"O projeto, em fase de consulta e elaboração, deverá ter uma visão integrada e perspetivar, por um lado, o aumento da capacidade de armazenamento de água e sua gestão e, por outro, o desenvolvimento do setor florestal, através da exploração dos produtos e serviços do ecossistema, sempre numa abordagem holística da gestão das bacias hidrográficas", lê-se na nota remetida a este jornal.

Por exigência da FAO, na elaboração do projeto é obrigatória a auscultação dos diferentes intervenientes das zonas de atuação, com registos fotográficos dos encontros e apresentação de dados reais das zonas de intervenção.

FAO investe meio milhão de euros

No início de Fevereiro deste ano, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura anunciou que iria financiar Cabo Verde em dois projetos de mobilização de água para agricultura, num valor de mais de meio milhão de euros. Projetos esses direcionados para 120 famílias afetadas pela escassez de água, decorrente de três anos consecutivos de seca.

Na ocasião, a FAO assinou um acordo com o Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), entidade responsável pela elaboração dos projetos (executados diretamente pela organização), que surgem por razão da seca, mas também pela emergência da pandemia da Covid-19, decorrentes do plano de resposta do Governo de Cabo Verde.

A FAO apoia os projetos para, segundo a sua representação em Cabo Verde, “garantir a segurança alimentar e nutricional das famílias que vivem em condições de pobreza e pobreza extrema”, o que “passa por um denominador comum: a água. "Seja pela sua mobilização e distribuição para a agricultura e a pecuária, seja pelo abastecimento de água potável para a população, tendo sempre em conta a sua gestão eficiente”, sublinhou a organização".

O primeiro projeto, que se denomina “Gestão da Água para uma Agricultura Resiliente e Sustentável e em Resposta à Covid-19”, tem a duração de dois anos, beneficiando 80 famílias, num universo de 344 pessoas, e um investimento de 455 mil dólares.

O segundo projeto, aposta na utilização segura das águas residuais na agricultura e na silvicultura, tem a duração de um ano e prevê alcançar 40 famílias das ilhas de Santiago e São Vicente, num universo de 160 pessoas, e um orçamento de 163 mil dólares, visando melhorar os sistemas de irrigação, utilizando águas residuais para garantir a subsistência no meio rural.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Abonnement

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project