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Santa Catarina: Profissionais de várias áreas anunciam greve de três dias caso a câmara não responder às suas reivindicações 15 Julho 2021

Os profissionais de várias areas profissionais da Câmara Municipal de Santa Catarina (ilha de Santiago) vão realizar uma greve de três dias no início de Agosto, caso a autarquia não satisfaça as suas reivindicações até 26 de Julho.

Santa Catarina: Profissionais de várias áreas anunciam greve de três dias caso a câmara não responder às suas reivindicações

Segundo escreve a Inforpress, o anúncio foi feito esta quinta-feira, 15, em conferência de imprensa, na cidade de Assomada, pelo vice-presidente do Sindicato da Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP), Francisco Furtado, indicando que a greve foi marcada para os dias 02, 03 e 04 de Agosto.

A decisão da paralisação de três dias saiu após um encontro realizado hoje entre o SISCAP e os trabalhadores da Câmara Municipal de Santa Catarina, mormente os profissionais do saneamento, fiscais, técnicos, guardas nocturno e diurno, bombeiros em função e pessoal de apoio operacional.

O sindicalista indicou que em causa estão reivindicações relacionadas com o enquadramento dos trabalhadores no Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS), ou seja, regularização de casos pendentes antes de 2013 e que deveriam ser regularizados com a publicação do PCCS, e apresentar o sindicato a lista nominal de transição do pessoal ao novo PCCS.

Das reivindicações constam ainda implementação dos subsídios de risco e de turno e nocturno para os trabalhadores que tiverem direito ao subsídio, progressões de todos funcionários, tendo como tempo de permanência na carreira os quatro anos de permanência na categoria, promoção e reclassificação e não envios dos descontos das quotas sindicais dos trabalhadores.

“O SISCAP apoia incondicionalmente essas reivindicações por considerá-las justas e legítimas e vêm de algum tempo, pelo que os profissionais da Câmara Municipal de Santa Catarina estão cansados de tanto esperar, apesar de muita humildade por parte dos trabalhadores e do próprio sindicato representativo”, justificou Francisco Furtado.

“O SISCAP entende que é da responsabilidade da presidente da câmara intervir na resolução desses problemas e exorta-a a mandar tomar as providências que se julgarem necessárias para a melhoria das condições de trabalho dessas classes profissionais de quem muito se tem exigido particularmente nesse momento de pandemia que assola o mundo e Cabo Verde”, sublinhou.

Entretanto, Francisco Furtado lamentou o facto de a chefe do executivo municipal depois de várias notas entregues sobre as mencionadas revindicações, todavia, não se dignou em ceder um encontro de trabalho com o sindicato visando ultrapassar esse constrangimento laboral.

Por outro lado, disse esperar que a autarquia santa-catarinense tudo faça para a reposição da legalidade e pela valorização do trabalho prestado por esses profissionais.

Na ocasião, o vice-presidente do SISCAP que esteve ladeado dos delegados sindicais, disse que depois da greve, e caso as reivindicações não sejam satisfeitas, vão partir para mais uma paralisação e por tempo indeterminado ou levar o caso para o tribunal, refere a Inforpress.

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