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Santa Cruz: Profissionais do saneamento da autarquia ameaçam com greve 14 Mar�o 2022

Profissionais do saneamento da Câmara Municipal de Santa Cruz, no interior de Santiago, ameaçaram, este domingo, realizar uma greve, manifestação ou levar o caso para o tribunal, caso a autarquia não satisfaça as suas reivindicações até 30 de Março.

Santa Cruz: Profissionais do saneamento da autarquia ameaçam com greve

A informação foi avançada hoje à Inforpress pelo vice-presidente do Sindicato da Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP), Francisco Furtado, indicando que findo este prazo os trabalhadores vão se reunir para concertar qual será a melhor forma de luta.

A decisão saiu após um encontro realizado hoje em Pedra Badejo, Santa Cruz, entre o SISCAP e os cerca de 200 profissionais do saneamento, que na ocasião denunciaram a autarquia santa-cruzense pela “prática de grave ilegalidade laboral” a estes funcionários.

É que, segundo o sindicalista, estes profissionais do saneamento ainda recebem um “salário de miséria” de 11 mil escudos”, ou seja, abaixo do salário mínimo nacional.

Francisco Furtado adiantou que em causa estão reivindicações relacionadas com a não actualização salarial dos trabalhadores do saneamento, nos termos do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) de 2013, de acordo com a grelha salarial, na categoria de Apoio Operacional Nível I 15 contos, com efeitos retroactivo 2013.

Das pendências constam ainda a não actualização salarial de 2,2 por cento (%) atribuído pelo Governo aos funcionários do quadro comum da Administração Pública, com efeito a Janeiro 2019 e com retroactivos e não inscrição obrigatória dos trabalhadores no sistema do Instituto Nacional da Previdência Social (INPS), nos termos da lei.

“Entendemos que esta prática viola claramente os direitos adquiridos pelos trabalhadores da Câmara Municipal de Santa Cruz, nos termos do código laboral cabo-verdiano e da própria Constituição da Republica de Cabo Verde nos artigos 61, 62 e 63”, concretizou o sindicalista.

“Alertamos ainda ao senhor presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, Carlos Silva, que os trabalhadores poderão partir para uma luta se até 30 de Março do ano em curso não viram resolvidas as suas justas revindicações”, alertou, informando que esta luta passa pela greve, manifestação ou levar o caso para o tribunal. A Semana com Inforpress

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