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Santa Luzia com mais de 800 ninhos já identificados em campanha realizada pela Biosfera 17 Julho 2021

A coordenadora da campanha da Biosfera 1 de protecção de tartarugas marinhas em Santa Luzia, Madelene Gomes, assegurou à Inforpress que a época está a decorrer “com sucesso” e já estão identificados mais de 800 ninhos.

Santa Luzia com mais de 800 ninhos já identificados em campanha realizada pela Biosfera

A campanha de proteçção de tartarugas na reserva natural de Santa Luzia arrancou a 12 de Junho e, desde então, tem decorrido, segundo a mesma fonte, “super bem e com sucesso”, com 890 ninhos identificados, 1.450 rastos e cerca de dez tartarugas encaminhas para o mar, conforme dados recolhidos até esta quinta-feira, 15.

“O objectivo é durante a temporada não ter nenhuma tartaruga morta, o que seria muito bom”, considerou Madelene Gomes, apontando as actvidades em três praias da ilha, Praia Francisca, Praia do Achados e Portinho.

A Praia Francisca acolhe, ajuntou, o maior número de ninhos, cerca de 350 até agora, muito por causa da sua grande dimensão e que tem obrigado a Biosfera a “atacar” com duas equipas, uma no Norte e outra no Sul.

“Mas, também por ser uma praia onde há só areia e não há lajedos, o que facilita o acesso das tartarugas”, explicou a mesma fonte.

A coordenadora da associação ambiental assegurou que, em termos de acesso, a Praia dos Achados é onde existe “maior dificuldade”, por ter muitos lajedos e também devido à grande quantidade de lixo trazida pela correnteza”.

“Mas, este ano estamos a ter também uma boa adesão das tartarugas a esta praia, porque mudou um pouco em termos de relevo, antes a areia era muito inclinada, mas agora já está mais plana e larga”, assegurou Madelene Gomes, adiantando que as tartarugas encontram agora um “bom lugar” para fazerem os ninhos.

A campanha de protecção tem sido feita por turnos de viagem de duas semanas, que são compostos por uma equipa de quatro voluntários, três monitores e a coordenadora.

Por outro lado, Madelene Gomes diz-se “satisfeita” por não enfrentarem neste momento “nenhum tipo de ameaça, nem humana e nem de outra espécie”.

“A única ameaça são as próprias tartarugas e o comportamento delas, porque são um pouco desorientadas, perdem-se e até caem de alguns lugares e se não dermos conta podem até morrer”, considerou.

Deste modo, espera-se, segundo a mesma fonte, uma campanha de “sucesso”, que deverá ter o pique em Agosto e prolongar-se até finais de Outubro.

A ilha de Santa Luzia registou no ano passado um recorde de 6.800 ninhos de tartarugas durante o período de desova, número que equivale ao triplo de 2019, conforme dados avançados pela Biosfera 1. A Semana com Inforpress

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