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Santiago e protesto para reajuste salarial : Dirigentes sindicais determinados em fazer os trabalhadores saírem à rua no dia 13 de Janeiro 23 Dezembro 2019

Os trabalhadores de Santiago estão determinados em saírem à rua no dia 13 de Janeiro, em protesto às políticas públicas laborais do atual Governo. Em causa estão sobretudo a necessidade urgente de se repor o poder de compra dos cabo-verdianos, reduzir o imposto sobre rendimento a pessoas singulares e assegurar a justiça laboral em Cabo Verde.

Santiago e protesto para reajuste salarial : Dirigentes sindicais determinados em fazer os trabalhadores saírem à rua no dia 13 de Janeiro

Esta decisão saiu de uma Assembleia realizada no Sábado,22, na Praia, onde participaram mais de meia centena de delegados e dirigentes dos três sindicatos mais representativos da UNTC-CS em Santiago. A mesma foi presidida por uma mesa que integrou o líder do SINDEP (Nicolau Furtado), o presidente do STIF (Aníbal Borges), um representante do SISCAP e o presidente da Comissão Preparatória da manifestação de 13 de Janeiro.

O porta-voz do encontro, Jorge Cardoso, justificou que a reunião da Praia surgiu na sequência do Fórum de Santo Antão, realizado em novembro por 12 sindicatos nacionais da família da UNTC-CS, em que analisou «a situação sócio-laboral difícil reinante em Cabo Verde» e recomendou a adopção de diferentes formas de luta em defesa dos legítimos direitos e interesses dos trabalhadores cabo-verdianos. «Uma das formas de luta já aprovada vai ser a manifestação nacional de protesto, convocada para o dia 13 de Janeiro, em todas as ilhas de Cabo Verde», garantiu o sindicalista.

Segundo a mesma fonte, a Assembleia dos Delgados e dirigentes sindicais de Santiago teve por objectivo apreciar a situação sócio-laboral no país e preparar a manifestação de 13 de Janeiro em Santiago e no resto do país.

Neste particular, Jorge Cardoso asseverou que, como em São Vicente, em Santo Antão, no Sal e nas restantes ilhas, os dirigentes e delgados sindicais de Santiago garantiram «sua determinação» em começar, de imediato, o trabalho de mobilização para a manifestação de Janeiro. « Vai ser uma jornada laborar para sobretudo exigir ao Governo da República repor o poder de compra dos cabo-verdianos, reduzir o imposto sobre rendimentos a pessoas singulares, criar mais emprego sobretudo para jovens e garantir a justiça laboral em Cabo Verde», destacou.

Cardoso não poupou críticas ao actual executivo do MpD. Considerou «ser um desrespeito para com os trabalhadores cabo-verdianos» as recentes declarações proferidas pelo Primeiro-ministro, segundo as quais os trabalhadores podem manifestar-se como bem entenderem. Uma afirmação feita por Ulisses Correia e Silva, quando foi alertado pela líder do maior partido da oposição, durante o último debate parlamentar, sobre a manifestação geral convocada para 13 de Janeiro, devido ao fato de o Orçamento de Estado para 2020 não ter contemplado o solicitado reajuste salarial para os funcionários públicos.

«Com isto, o Governo demonstra que não põe os interesses dos trabalhadores no centro das atenções, mas sim os interesses das entidades patronais e de grupos económicos bem determinados», conclui Jorge Cardoso, que é Secretário Permanente do Sindicato Nacional dos Professores, que é o maior sindicato nacional da família da UNTC-CS.

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