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A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Santiago: Mais de duas centenas de trabalhadores manifestam-se na Praia contra o incumprimento das promessas do Governo 06 Mar�o 2021

Um grupo de sindicatos da maior ilha de Cabo Verde e cerca de duas centenas de trabalhadores saíram às ruas da cidade da Praia, este sábado, 06, para demonstrarem o seu descontentamento pelo não cumprimento das promessas do Governo e pela «situação sócio-laboral difícil» que os trabalhadores vivem no País.

Santiago: Mais de duas centenas de trabalhadores manifestam-se na Praia contra o incumprimento das promessas do Governo

Depois da concentração Junto do PMI Fazenda, os manifestantes, munidos de cartazes e dísticos com inscrições de várias palávras de ordem, partiram rumo ao Palácio do Governo na Várzea, tendo depois contornado a rotunda do homem de pedra, antes de se despersarem.

A Secretária Geral da UNTC-CS justificou que a situação da pandemia de Covid-19 e a falta da presença de outros sindicados de Santiago terão estado na origem da pouca presença de trabalhadores na manfiestação. Mas mesmo assim, Joaquina Almeida realçou que vale a pena a luta dos trabalhadores em defesa dos seus direitos - em São não aconteceu a manifestação por falta da adesão da União dos Sindicatos de São Vicente e aconteceu o mesmo no Sal.

Conforme os promotores dessa jornada laboral, são vários os descontentamentos dos trabalhadores cabo-verdianos que levaram os sindicatos de Santiago a se manifestarem na Cidade da Praia. Tudo por incumprimento das promessas do Governo, designadamente a reposição do poder de compra dos trabalhadores, a revisão dos PCCS dos Funcionários da Função Pública, o aumento salarial de 5% em 2021, a criação de 45 mil postos de trabalho, revisão dos Estatutos do INPS, o cumprimento do Acordo de Concertação Estratégico (ACE) e a revisão dos Estatutos da Carreira médica, dos Enfermeiros e Técnicos de Saúde, a progressão e reclassificação dos professores, entre outros.

Em entrevista ao Asemanaonline, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública de Santiago (STAPS), Fernando Baldé, afirma que ainda existem muitos trabalhadores de várias empresas e serviços públicos que aguardam pela resolução dos problemas, nomeadamente os de CVAIRLINES, CVHandling, Polícia Judiciária e Polícia Nacional. Isto sem contar com funcionários de Liceus, Escolas Secundárias, Oficiais da Justiça e dos Registos Notariais, professores, funcionários de Secretarias da Administração Central e Local e funcionários da Uni-CV, entre outras instituições públicas.

Opinião idêntica tem o presidente do Sindicato Nacional de Agentes de Segurança Pública e Privada, Serviços, Agricultura, Comércio, Pesca e Afins (SINTSEL), Manuel Barros. O sindicalista afirmou que é o momento de o Governo respeitar os trabalhadores cabo-verdianos e dar um “basta” a essa situação, que se vem arrastando há muito tempo. “A maioria dos trabalhadores cabo-verdianos sobretudo, os vigilantes, continua a ser discriminada e a sofrer represálias por parte das empresas. No entanto, o Governo de Ulisses Correia e Silva não toma qualquer medida, sabendo que estamos a um mês para as eleições legislativas”, reivindica.

Já a Secretária Geral da UNTC-CS, Joaquina Almeida reconhece que o diploma do PCCS aprovado em 2017 introduz algumas melhorias, mas entende que o Governo precisa de cumprir todas as promessas feitas durante as campanhas eleitorais, nomeadamente os 45 mil postos de trabalho, o salário mínimo de 13 mil para 15 mil escudos, a reposição do poder de compra dos cabo-verdianos, entre outras preocupações expostas ao Executivo de Ulisses Correia e Silva.

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