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Santiago Norte: Chuvas trouxeram água para as barragens e renovam esperança num bom ano agrícola 14 Setembro 2020

A chuvas caídas no fim-de-semana em todo o País renovaram a esperança dos agricultores de Santiago Norte, trazendo água para as barragens da região, principalmente a de Poilão, em São Lourenço dos Órgãos, que estava seca.

Santiago Norte: Chuvas trouxeram água para as barragens e renovam esperança num bom ano agrícola

Conforme descreve a Inforpress, as chuvas, que há três anos que não caiam em abundância como se assistiu nos últimos dias, causaram alguns estragos, como cortes de estradas, desabamento de muros e alagamentos, mas o sentimento dos homens do campo é de alegria.

Os residentes vivem um momento especial no campo. É que depois de três anos consecutivos de seca, voltaram, prossegue a Inforpress, a ver água a correr nas ribeiras e todas as barragens da região, nomeadamente a de Poilão, no município de São Lourenço dos Órgãos, de Saquinho, Santa Catarina, de Faveta, São Salvador do Mundo, de Flamengos e Ribeira de Principal, em São Miguel, e de Figueira Gorda, Santa Cruz, a conservar as águas decorrentes das cheias.

No município de Santa Cruz, destaca que várias famílias amanheceram hoje nas ladeiras a lançar sementes à terra molhada, isso porque no concelho ainda não tinha chovido o suficiente, fazendo muitos agricultores esperarem por mais chuvas para fazerem a sementeira, com medo de perderem as poucas sementes que restam, devido a três anos de seca.

Entretanto, os que semearam antes já podem iniciar a monda, isso porque o milho já nasceu e ladeira está coberta de verde de ervas.

Nos arredores da barragem de Poilão a Inforpress encontrou José Tavares e a sua família a fazerem sementeira confiantes num bom ano agrícola, cientes de que são necessárias mais chuvas.

“Espero que de agora em diante as coisas corram bem porque estamos a semear com coragem e confiança nas chuvas”, mostrou.

Este agricultor assegurou que a barragem vai trazer muitos benefícios, estimulando a massificação da agricultura de regadio na região para que “daqui a uns dois dias haja a abundância dos produtos agrícolas”.

Porém, defendeu que é necessário pensar em estratégias de gestão da água dessas infra-estruturas, tendo em conta o cenário da seca vivido nos últimos tempos.

“A barragem está a reter água e penso que com mais chuvas daqui a uns dias se vai começar a lavrar a terra, para que as coisas melhorem e os produtos aumentarem no mercado”, manifestou a mesma fonte citada pela Inforpress.

Este agricultor perspectiva lavrar na sua propriedade no arredor da barragem de Poilão, introduzindo várias espécies de plantas leguminosas e frutíferas de forma a gerar rendimentos para a sua família.

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