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Santiago Norte: MAA está a ultimar plano de gestão para as barragens de Poilão e Figueira Gorda 17 Setembro 2020

O Ministério da Agricultura e Ambiente está a finalizar um plano de gestão para as barragens de Poilão e Figueira Gorda, respectivamente, nos municípios de São Lourenço dos Órgãos e Santa Cruz, no interior de Santiago.

Santiago Norte: MAA está a ultimar plano de gestão para as barragens de Poilão e Figueira Gorda

O anúncio foi feito esta quarta-feira pelo ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, em declarações à imprensa, após ter visitado as obras do projecto de aproveitamento hidroagrícola de São Salvador do Mundo (Faveta) e Santa Catarina (Boa Entrada e Achada Leite) e ter tomado pulso do ano agrícola nos dois municípios.

“Já estamos a ultimar um plano de gestão para as duas barragens, a de Poilão e a de Figueira Gorda, mas, são dois modelos que irão ser replicados nas demais barragens do País”, adiantou o governante.

Nesse sentido, avançou que o ministério que dirige vai produzir uma legislação que tem a ver com a construção, gestão e a segurança das barragens.

“A legislação já está pronta e agora precisa ser apreciada pelo Governo para efeito de aprovação “, assegurou.

Ainda adianta a inforpress que, de entre as questões que são inerentes à gestão das barragens, que segundo ele, precisam ser geridas “muito bem” tem que ver com as culturas à volta das barragens, a segurança das pessoas, a avaliação do estado da construção e manutenção de cada uma das barragens e a distribuição da água de forma sustentável.

E ainda tudo aquilo que contribui para reduzir o assoreamento nessas infra-estruturas hidráulicas e, eventualmente, o desassoreamento que, segundo ele, “custa muito dinheiro”.

“Portanto, tudo isto deve ser vista de forma integrada e, para tal, tem de haver um plano de gestão. Portanto, a legislação resolve a parte normativa de toda essa gestão. E aqui há responsabilidades da parte do Estado, dos agricultores e, a nível do Estado, há vários intervenientes, desde logo, as autoridades que têm a ver com gestão da água e rede hidrográfica do país”, concretizou.

E tendo em conta, que segundo ele, se está a falar de uma infra-estrutura “importante que é vista como estratégica e que merece outro tipo de tratamento”, fez saber que tudo isso tem que ser feito dentro de um quadro legal e de planeamento previamente definido, daí a pertinência dessa legislação.

“Haverá várias intervenções para melhor gerir as temáticas das barragens. As barragens em si não significam muita coisa, e para terem maior significado temos que ter o melhor aproveitamento das águas das barragens. Já se está a trabalhar num projecto em concreto que prevê a plantação de árvores a montante das barragens e a substituição das culturas do milho”, acrescentou.

A cultura do milho à volta das barragens, conforme lembrou tem um impacto negativo, tendo em conta, que segundo ele, acelera o processo de erosão, e naturalmente provoca o assoreamento da barragem.

A região conta com mais quatro barragens, nomeadamente a de Faveta (São Salvador do Mundo), Saquinho (Santa Catarina), Flamengos e Ribeira Principal (São Miguel).

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