Legislativas 2021

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Santiago Sul: Candidaturas apresentam propostas para o setor do desporto 14 Abril 2021

A pandemia do COVID-19 pôs em risco a sustentabilidade de grande parte das organizações que compõem a pirâmide do sistema desportivo nacional em Cabo Verde, daí que as candidaturas, do círculo eleitoral Santiago Sul, para as legislativas 2021 sugiram uma maior participação do Estado neste setor para promover o desporto nacional e, consequentemente desenvolver o país.

Santiago Sul: Candidaturas apresentam propostas para o setor do desporto

O MPD, segundo declarações do ministro do desporto cessante, Fernando Elísio Freire, ao Expresso das ilhas, salienta que o desporto tem, hoje, mais e melhores condições do que em 2016 com a criação do Instituto do Desporto e da Juventude, e ainda afirma que o setor do desporto foi formatado para fazer ligação com o turismo, proporcionando ao país grandes eventos como os Jogos Africanos de Praia, o Campeonato Africano de Clubes Campeões Africanos de Andebol, o Campeonato das Nações de Basquetebol sub-18 e a etapa do campeonato do mundo de kite-surf.

“Para o próximo mandato pretendemos continuar a reforçar a ligação do desporto ao turismo, a nível das infraestruturas queremos levar um pavilhão desportivo para cada ilha, propomos a criação de uma rede de fisioterapeutas e de preparadores físicos ao serviço dos clubes não federados” são as propostas dos “ventoinhas”, caso sejam reeleitos.

Entretanto, as demais candidaturas do círculo eleitoral de Santiago Sul discordam do balanço do MPD e sustentam que o desporto não recebeu a devida atenção do governo do executivo de Ulisses Correia e Silva ( UCS) e que poderia se fazer mais por este setor que teve a época desportiva suspendida em praticamente todas as modalidades, devido ao COVID-19.

De acordo com o PAICV, liderado por Janira H. Almada, o atual governo não deu resultados concretos para o setor do desporto- “o desporto não tem recebido o tratamento que merece”.

Os “tambarinas”, tendo em mente as potencialidades de Cabo Verde, enquanto país arquipelágico, pretendem dar uma atenção “especial” e apostar “significativamente” nos desportos náuticos.

“Precisamos apostar nas escolas de formação, investir nas infraestruturas desportivas e potencializar as que já temos”, sustenta a candidata a Chefe do Governo.

Para tal, o partido liderado por JHA acredita que é preciso centrar-se em adaptar as instituições desportivas às exigências e necessidades atuais do desporto nacional e mundial, com gestão focalizada na sustentabilidade, autonomia e independência.

O partido ainda garante que, caso ganhe as eleições de 18 de abril, vai reforçar a função social do desporto, assumir as funções de regulação, fiscalização e apoio técnico, de forma a gerar uma comparticipação financeira e acompanhamento.

Para o PP, na voz do seu líder e cabeça de lista por Santiago Sul, Amândio Barbosa Vicente, o sector do desporto "tem estado à mercê da persistência e empenho do movimento associativo, dos atletas e, às vezes, do poder local".

E para mudar esta situação, os “populares” propõem quatro grandes pilares para o desenvolvimento desportivo nacional: a escola, as associações desportivas, as autarquias locais e o sector do trabalho, implementando assim uma política transversal aos ciclos políticos e que inclua todas as modalidades.

Já o PSD, de acordo com o seu mandatário, José Rui Além, defende a criação de condições para que todas as pessoas tenham disponibilidade financeira para poderem praticar qualquer tipo de atividade desportiva. Isto porque, segundo este, a posição dos governos do PAICV e do MPD relativamente ao sector do desporto não deixa espaço para que os cidadãos possam ter liberdade na prática de atividades desportivas.

É neste contexto que os “sociais-democratas”, liderados por João Além, defendem o apoio do Estado para, independentemente da cor política, projetos para a natação, para o boxe, para as corridas, para que se encontrem "heróis nacionais" em qualquer área do desporto.

O PTS, encabeçado por Carlos Lopes “Romeu di Lurdis” considera que ao longo dos anos registou-se a “desvalorização política constante do valor social do desporto”, criticando, assim, a falta de um plano estratégico integrado de apoio ao desporto nacional, nas diversas modalidades.

Por isso, defende que é preciso olhar o sector como um todo, e que a verba disponibilizada no Orçamento do Estado deve ser maior, para que “os jovens se sintam apoiados e motivados a seguir as modalidades desportivas”, porque, futuramente, “se quisermos desenvolver através do desporto, temos que apostar mais e não só no futebol”.

Para a UCID, liderada por Francisco Silva, a pandemia do COVID-19 e a seca dos últimos anos condicionaram os investimentos no desporto, no entanto, para eles o governo “deixou muito a desejar” e era possível fazer mais, principalmente para as ilhas com menos condições desportivas.

Os “democratas-cristãos” lembram que Cabo Verde tem vários atletas que se destacam a nível internacional, por isso, defendem uma maior aposta no desporto individual, criando condições para que o país possa ter atletas de alto rendimento nas maiores competições desportivas mundiais.

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