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Santiago Sul: Candidaturas com foco na saúde para desenvolver o país 08 Abril 2021

Setor chave em qualquer estratégia de desenvolvimento de um país, o setor ganhou, com o advento do COVID-19, ainda maior relevo, ao mesmo tempo que a pandemia acaba por enfatizar as fragilidades do sistema nacional de saúde, sobretudo na cidade da Praia enquanto maior centro populacional do país. Não obstante os desafios, o MpD assinala ganhos com investimentos a rondar os dez milhões de escudos nos cinco anos da sua governação, a destoar do discurso da oposição que assinala em uníssono que o Governo cessante liderado por Ulisses Correia e Silva deixou “muito a desejar” neste campo.

Santiago Sul: Candidaturas com foco na saúde para desenvolver o país

A começar pelos “Ventoinhas”, Ulisses Correia e Silva salienta os investimentos feitos nesses cinco anos de governação, sendo que “nós fizemos um investimento de quase 10 milhões de euros para equipar todos os centros de saúde com equipamentos modernos para reduzirmos as assimetrias entre as ilhas e entre os concelhos e reduzirmos as evacuações internas”.

E enfatiza que “todos os centros de saúde hoje possuem equipamentos modernos de estomatologia, fisioterapia, oftalmologia, ecografias, raio-x digitais e laboratórios”. Correia e Silva acrescenta ainda que este fato dá uma certa garantia de “estarmos com serviços de proximidade as populações e aos utentes de qualidade”.

Daí, O candidato do MPD apelar ao voto de confiança para que possam “consolidar o projeto que já foi lançado na Praia de construírem um hospital nacional de referência tecnologicamente avançado e com condições de reduzir o nível de evacuações externas”.

Entretanto, os restantes partidos a concorrer pelo circulo eleitoral da praia concordam em discordar da visão de UCS e o MpD ao assinalarem que a governação dos Ventoinhas “deixou muito a desejar” neste setor crucial e propõem “um maior investimento”, sobretudo nos recursos humanos e especializações, em equipamentos modernos, com o objetivo de desenvolver a área da saúde no país e na região Santiago Sul, em particular.

Para o PAICV, liderado por Janira H. Almada, “a prioridade das prioridades neste momento é garantir-se um país seguro em termos sanitários”, portanto, o foco é “priorizar a vacinação” contra o COVID-19.

Os “Tambarinas” consideram-se, no entender do seu porta-voz, Lúcio Fernandes “à vontade” para falar da saúde, pois afirma que “durante os 15 anos que estiveram no poder deixaram marcas significativas neste setor”. O mesmo aponta como exemplos a construção de hospitais, centros de saúde, a implementação do primeiro centro de diálise em Cabo Verde e o sistema de telemedicina.

Para os próximos anos, o PAICV propõe levar uma saúde de qualidade às pessoas através do reforço das unidades sanitária de base com equipamentos de diagnósticos e médicos especialistas.

Outra meta é ter hospitais regionais equipados “para que um paciente que vive em Santiago Norte não tenha a necessidade de se deslocar para a cidade da Praia para fazer alguns tipos de exames”, sublinha Fernandes que sublinha a ambição do partido da Estrela Negra em implementar um programa de parceria público-privado no setor.

Na opinião do líder do PTS, Carlos Lopes, conhecido por Romeu di Lurdis, “o sistema nacional de saúde tem muitas insuficiências” e não está preparado para responder às necessidades dos mais vulneráveis. Assim, sugere, é “necessário analisar” o impacto do sistema de saúde nas populações. “Precisamos investir localmente na saúde” sublinha Lopes que propõe a criação de condições que facilitem e garantam uma saúde de qualidade para todos.

O mesmo ainda acrescenta que o seu partido pretende reforçar os recursos humanos e equipamentos, bem como as infra- estruturas. O partido entende que a saúde é um bem básico e que deve ser estabelecida de forma equitativa- daí que este líder partidário promete “levar a assistência medica às famílias, independentemente das suas condições financeiras”.

Uma outra proposta do PTS é apostar, dada a insularidade de Cabo Verde, também nos helicópteros para transferências de doentes.

Já o PP, na voz do seu cabeça de lista, Amândio Barbosa Vicente, considera que “a saúde em Cabo Verde quase foi privatizada”, e acusa que o “Estado lucra com a desgraça do povo”. Para Vicente “há pessoas que muitas vezes são excluídas do tratamento de saúde porque não podem pagar a taxa moderadora. Há pessoas que muitas vezes ficam presas nos hospitais porque não têm dinheiro para pagar a taxa de internamento”.

O líder do PP estabelece uma comparação com o sistema português de saúde para propor uma redução da taxa moderadora dos hospitais. “Veja, um português paga a taxa moderadora de 4,5 euros e o salário mínimo português é superior a 600 euros. Um cabo-verdiano com um salario mínimo de pouco mais de cem euros paga 2,7 euros…”, daí que “a nossa proposta é que a taxa moderadora passe dos 300 para 100 escudos, no máximo!”. Para além disso, este propõe ainda a eliminação do pagamento dos actuais 50 escudos para visitar doentes nos hospitais.

O Partido Popular tem ainda como propostas da sua plataforma a redução de todas as outras taxas de consulta em 50%.

O PSD, que tem João Além como líder, considera que “o sistema de saúde não tem correspondido às necessidades da população” e que “há um desinteresse médico e governamental” na melhoria efetiva da prestação de cuidados de saúde. O que leva Além a afirmar que “a saúde não é mais do que uma exploração médica imparável e corruptiva”, no sentido de que “o cidadão quando devia ser atendido no hospital do Estado e ser tratado, muitas vezes é pedido para procurar outra clinica e depois voltar.” Os sociais-democratas propõem uma facilitação de acesso aos medicamentos para os mais pobres e o aumento do número de especialistas no país.

A UCID, encabeçada em Santiago Sul por Francisco Silva, e sob o lema “Basta dos mesmos, Somos Opção, sim”, no que tange à saúde, propõe a consolidação dos sistemas de diagnóstico do país, bem como o reforço dos meios, com vista a assegurar o acesso equitativo e qualitativo a saúde.

Os Democratas-cristãos consideram estarem “esgotados” os dois partidos do arco do poder (PAICV e MpD), pelo que pede, na voz do número três da sua lista, Edson Ribeiro, um “voto de confiança” para que os interesses dos cabo-verdianos “estejam acima de tudo”.

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