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Santo Antão: Cidadão que teve seu camião queimado pede justiça 20 Junho 2021

O cidadão ribeira-grandense Egídio Monteiro, que teve o seu camião incendiado na zona de Canto de Santa Bárbara, há nove dias, apelou hoje à celeridade da justiça para que os culpados sejam identificados e julgados.

Santo Antão: Cidadão que teve seu camião queimado pede justiça

Egídio Monteiro disse à Inforpress que faz já alguns anos que vinha travando uma luta com a Câmara Municipal da Ribeira Grande (CMRG), na justiça, para recuperar um terreno que comprou na zona de Canto de Santa Bárbara.

A mesma fonte pontuou que depois de o processo passar pelo Tribunal da Comarca da Ribeira Grande, ele venceu o processo no Supremo Tribunal de Justiça, mas afiançou que os “problemas” não terminaram com a recuperação do seu terreno.

É que, segundo o mesmo, a CMRG tinha-se apoderado do terreno e autorizou algumas pessoas, que criam porcos, a construírem as suas pocilgas no seu terreno.

Egídio Monteiro, que se diz agastado, frisou que recorreu novamente ao tribunal para que as pocilgas fossem retiradas do seu terreno, e novamente ganhou a causa pelo que o tribunal foi ao seu terreno e ordenou que as pessoas retirassem as suas pocilgas.

Egídio Monteiro disse acreditar que, num “acto de vingança”, incendiaram o seu camião, provocando-lhe prejuízos avultados, e diz-se de “mãos atadas” porque sem o camião as suas actividades estão paradas.

“Suspeito que os proprietários das pocilgas sejam os culpados. Por isso apelo à justiça para que seja célere. Faz nove dias que tudo aconteceu e ainda não tenho nenhuma resposta”, desafiou Egídio Monteiro.

Por sua vez, o vereador do ambiente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Rui Silva, acentuou que a situação das pocilgas no terreno de Egídio Monteiro é de “muito tempo”.

Aliás, garantiu o autarca que “muito antes de despoletar a disputa do terreno entre a CMRG e Egídio Monteiro” já existiam pocilgas no terreno.

Entretanto, o vereador do ambiente da CMRG garantiu que a edilidade “nunca autorizou” ninguém a construir pocilgas no local.

“Como se tratava de um lugar de domínio público as pessoas aproveitaram para fazer as suas pocilgas, mas a CMRG nunca autorizou”, pontuou o vereador do ambiente da CMRG que assegurou ainda que quando o tribunal deu causa ganha ao Egídio Monteiro a edilidade “respeitou” a decisão do tribunal, conclui a Inforpress.

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