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Santo Antão/Floresta Planalto Leste: Fundação denuncia derrube excessivo das espécies de Pinho e pede intervenção urgente das autoridades 04 Maio 2021

A Fundação de Defesa, Preservação e Promoção do Desenvolvimento Ambiental Sustentável de Santo Antão (FUNDAMENTAL-SA) denuncia aquilo que considera ser o derrube excessivo das espécies de Pinus (Canariensis, Radeata e Halepensis), mais conhecidas por Pinho, na Floresta do Planalto Leste, com a suposta justificação de ser “Limpeza Florestal” . A mesma ONG alerta as principais instituições nacionais e parceiras da ilha para a resolução urgente desse alegado «crime ambiental» , antes que seja tarde demais.

Santo Antão/Floresta Planalto Leste: Fundação denuncia  derrube excessivo das espécies de Pinho  e pede intervenção urgente das autoridades

Segundo informações de Técnicos experientes na matéria de manutenção e preservação florestal, analisando bem as fotos dos troncos amontoados (ver imagem neste jornal) divulgados nas redes sociais, o que está a acontecer neste momento nesse Perímetro Florestal é um “autêntico crime ambiental”. É que, para as espécies de Pinus (Pinhos) atingir 25 a 30 metros de altura, é necessário mais de 30 anos e neste momento estão no processo de renascimento, na sequência dos vários incêndios que devastaram, há bem pouco tempo, as várias aéreas de plantação do Planalto Leste.

“Não temos nada contra a Empresa contratada para o efeito. Mas reconhecemos que ela não tem experiência para executar trabalhos do tipo. Não tem técnicos florestais devidamente preparados para o acompanhamento exigido. Não conhece o historial dessas e outras espécies e desconhece as Funções Ambientais, que o Perímetro Florestal tem para com toda a ilha de Santo Antão”, esclarece a nota referida.

Floresta com pinheiros que crescem mais

Segundo ainda a FUNDAMENTAL - SA, a Floresta do Planalto Leste, reconhecida como o “Pulmão de Santo Antão”, situada na confluência dos três Municípios da ilha (Ribeira Grande, Paul e Porto Novo), é essencialmente coberta de Pinheiros, cujas primeiras espécies vieram - há mais de 150 anos -, da Serra da Estrela, em Portugal, e do Canadá. Mas tem-se notado que, no Planalto Leste de Santo Antão, os Pinheiros crescem mais.

“Esse é um fenómeno que cientistas desses dois países (Portugal e Canadá) procuram compreender, buscando as razões que têm levado esses Pinheiros do Planalto Leste a crescer ao longo de todo o ano. Admitem, no entanto, que o facto possa estar relacionado com o clima do Planalto Leste, próprio de regiões temperadas”, explicam esses técnicos.

Dada a gravidade da situação, a “FUNDAMENTAL-SA” alerta as suas principais Parceiras Regionais, com destaque para as Câmaras Municipais da Ribeira Grande, Paul e Porto Novo e as Delegações do Ministério do Ambiente e Agricultura (MAA), para, em conjunto, porem termo ao “abate excessivo” das espécies de “Pinus (Pinho)” na principal Reserva Florestal da Ilha de Santo Antão e do País em geral, antes que seja tarde de mais. MC/Redação

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