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Santo Antão e grito de alerta: Graves falhas na rede de água criam sobressaltos às zonas altas da cidade do Porto Novo 18 Janeiro 2018

Nem tudo vai bem em termos da distribuição da água em Santo Antão. Em causa estão as graves deficiências de que padece a rede de fornecimento de água à cidade do Porto Novo. Uma situação que, segundo o grito de alerta de alguns residentes, tem estado a criar “sérias dificuldades” no abastecimento do precioso líquido às populações, sobretudo nas zonas altas.

Santo Antão e grito de alerta: Graves falhas na rede de água criam sobressaltos às zonas altas da cidade do Porto Novo

Conforme informações da Inforpress, Zonas como Galinheira, Alto São Tome, Alto Peixinho, Alto Miradouro, Chã de Matinho e Chã de Viúva têm estado a deparar-se com problemas de água, devido a problemas na rede de distribuição, considerada já “muito obsoleta” pelos próprios serviços municipais.

Em Chã de Galinheira, segundo os moradores José Rocha e António Santos, “constantemente há penúria de água”, devido a problemas na rede, que “urge resolver”.

A fazer fé na mesma fonte, em Chã de Matinho os habitantes têm estado a queixar-se da falta de água na rede, conforme confirma o morador Manuel Delgado.

Reagindo à referida situação, a Câmara do Porto Novo admite que a rede de abastecimento de água a esta cidade, por ser antiga - foi instalada há 17 anos - e por apresentar “falhas graves”, tem criado “sobressaltos” no abastecimento de água às zonas altas deste centro urbano, com cerca de dez mil habitantes.

Revela a Inforpress que se trata de um problema que, segundo o presidente da Câmara Municipal do Porto Novo, Aníbal Fonseca, poderá ficar resolvido no quadro do programa de emergência para água e saneamento para Santo Antão, estimado em mais de um milhão de contos, com início previsto para o segundo semestre do corrente ano.

Uma auditoria apresentada há seis meses sobre a rede de distribuição e transporte de água na cidade do Porto Novo recomenda, recorde-se, a realização de investimentos à volta de 200 mil contos a curto, médio e longo prazos, nessa infra-estrutura já antiga.

O estudo feito por um equipa de especialistas espanhóis, no quadro do Fundo Flexível, financiado pela Cooperação Luxemburguesa, aconselha, por seu turno, a realização de investimentos na reparação e ampliação da rede para abarcar as zonas altas emergentes da cidade do Porto Novo.

Segundo o vereador da autarquia Irlando Ramos, responsável pela área do abastecimento de água, a auditoria demonstrou que a rede de distribuição e transporte de água carece, efectivamente, de intervenções dadas as “graves deficiências” que apresenta.

As falhas na rede de distribuição de água à cidade do Porto Novo resultam ainda em perdas técnicas à volta dos 45 por cento (%), com “custos elevados” para a edilidade e para os consumidores.

Os investimentos recomendados pela auditoria propõem reduzir as perdas para metade, refere a Inforpress que cita autoridades locais.

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