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Santo Antão/IGAE: Cerca de 60 unidades de produção de grogue já foram fiscalizadas 14 Mar�o 2021

A Inspeção-geral das Atividades Económicas (IGAE) já conseguiu inspecionar, até ao momento, 60 unidades de produção da aguardente nos três concelhos de Santo Antão - Paul, Ribeira Grande e Porto Novo. A fiscalização iniciou em Janeiro deste ano e termina no mês de maio, período em que os operadores económicos concluem o fabrico do grogue, conforme está estabelecido na lei.

Santo Antão/IGAE: Cerca de 60 unidades de produção de grogue já foram fiscalizadas

Esta informação foi avançada pelo Inspetor geral das atividades económicas, Paulo Monteiro, depois da reportagem sobre a produção de aguardente em Santo Antão, publicada na edição de ontem do Asemanaonline.

Aquele responsável acrescenta que ainda há produtores que estão numa fase inicial ou que ainda não iniciaram as suas atividades. “Fiscalizamos os que já estão a produzir, fazendo uma abordagem de sensibilização, cumprimento das normas. E até o mês de maio, estaremos em condições de fiscalizar todos as unidades de produção de grogue da ilha”, garante.

A mesma fonte sublinha, no entanto, que se tem enfrentado algumas dificuldades quanto à deslocação e ao menor número de inspetores no terreno. “Ir de uma unidade para outra leva, por exemplo, 3 horas de caminho e que muitas vezes estão situadas em lugares com acessos complicados”, sublinha Monteiro, adiantando ainda que, muitas vezes, o percurso é feito a pé durante horas, visto que o carro não chega a estes lugares.

Neste momento, conforme avança, as fiscalizações são diurnas com o apoio da Policia Nacional e que em breve vão fazer inspeções noturnas. Com isso, sublinha, há inspetores em São Vicente e na cidade da Praia que vão para Santo Antão e que estão a circular, tentando junto com a indústria fiscalizar para que haja, o máximo possível, uma “boa produção”.

Ainda na fase inicial de recolha de todas as informações, Paulo Monteiro salienta que os produtores estão a cumprir as normas recomendadas, e que, no entanto, pode ter um ou outro caso que já foram reportados, mas que o balanço geral é que “as coisas estão correndo bem”.

Por outro lado, o inspetor-geral frisa que há o problema de controle de mercadoria de açúcar refinado para a sua comercialização e que estão a tentar também pôr cobro a essa “situação que não é fácil”.

Monteiro aproveitou para anunciar que, até ao final do ano, vai ser publicada uma ficha única para todos os fabricantes de grogue, unidades industriais e estatísticas de informações fiáveis de produção total, do consumo do grogue, acreditando que “pelo menos assim as pessoas ficam com a garantia de qual é a produção”.

A nova Delegação da IGAE em Santo Antão

Em 2020, estava prevista a criação de uma delegação da IGAE em Santo Antão com vista à “uma presença efetiva” desta autoridade na ilha, o que ainda não foi concretizada.

“Temos um inspetor em Santo Antão, a delegação ainda está na forja tendo em conta que pode ser uma delegação em São Vicente ou em Santo Antão que cubra estas duas ilhas”, salienta.

Completa que, depois da efetivação do concurso já se pode ter mais inspetores em São Vicente e Santo Antão, anunciando que com isso se pode ter condições para uma delegação forte na ilha das montanhas.

Laboratório de análise de grogue em Santo Antão

Mas outras medidas estão na forja. Anuncia que o laboratório de Afonso Martinho, na Ribeira Grande, em Santo Antão, estava sendo preparado para, a partir de 2020, iniciar o processo de certificação de grogue e produtos transformados nesta ilha e em todo arquipélago, algo que até ao momento não foi concretizado devido à situação pandémica no país.

“Estamos a analisar este processo. Há um projeto na forja que já falamos com o PNUD, no sentido de nos ajudar no financiamento. Estamos a preparar, neste momento, um projeto para o laboratório que não é fácil, por causa dos custos dos reagentes, plano que temos que ter em consideração a questão da pandemia”, explica Paulo Monteiro.

Monteiro termina dizendo que há projetos que ficaram para depois da pandemia, porque havia muita coisa para ser analisada, mas que “infelizmente a pandemia de covid-19 não nos deixou”, concluiu o Inspector-geral da Atividade Económica.
AC/Redação

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