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Santo Antão: Líder da UNTC-CS antevê 2019 “muito difícil” para os trabalhadores cabo-verdianos 08 Setembro 2018

A secretaria-geral da União Nacional do Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS) prevê o ano de 2019 “muito difícil” para os trabalhadores cabo-verdianos. Tudo por estarem “sem aumento salarial e, por isso, sem reposição do poder de compra”.

Santo Antão: Líder da UNTC-CS antevê 2019 “muito difícil” para os trabalhadores cabo-verdianos

Joaquina Almeida, no final de uma visita de dois dias a Santo Antão, avançou, esta quinta-feira, no Porto Novo, que, “infelizmente, o mundo laboral em Cabo Verde não está de boa saúde”, requerendo, por isso, “uma acção do Governo, que é a reposição do poder de compra” no seio da classe trabalhadora.

“No último encontro do Conselho da Concertação Social (CCS), em que analisámos as linhas orientadores do Orçamento do Estado para 2019, o Governo, com o apoio das entidades empregadoras e do outro sindicato, não abraçou a causa dos trabalhadores, que é a reposição do poder de compra nunca inferior a 05%”, explicou, segundo a Inforpress, a sindicalista, lembrando que “todos os bens da primeira necessidade andaram a subir de preço todos os dias” em Cabo Verde.

A líder da UNTC-CS disse que o ano lectivo está prestes a começar e as famílias estão em dificuldades para adquirir os materiais escolares para os seus educandos, porque o actual Governo comprometeu-se a aumentar, todos os anos, os salários a 01% e nada disso está a acontecer.

Por isso, a UNTC-CS, no próximo encontro do SCS, vai “reforçar” a sua “posição”, mas privilegiando “sempre o diálogo na perspectiva e avançar e melhorar”, avançou a secretaria-geral da UNTC-CS, que esteve em Santo Antão no âmbito de uma “conversa aberta” com os trabalhadores, promovida pela comissão das mulheres sindicalistas desta central sindical.

“No próximo encontro do CCS, não vamos mudar a nossa posição. Vamos continuar a exigir os 05% do aumento salarial”, notou Joaquina Almeida, para quem, caso o Governo não atenda à reivindicação desta central sindical, caberá aos trabalhadores propor outras formas de luta, refere a agência cabo-verdiana de noticiais.

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