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Santo Antão adere aos protestos com negra bandeira da fome: Moradores de Figueiral promovem manifestação com estrada e água no topo das reivindicações 09 Julho 2018

O descontentamento da população sobre a governação de Cabo Verde tende a generalizar-se. Depois dos protestos de S.Vicente, Santiago, Sal, Boa Vista e S.Nicolau por ocasião do 05 de Julho, os Moradores da localidade de Figueiral, na Ribeira Grande, promoveram, também com a negra bandeira da fome, hoje,09, uma manifestação para, entre outras reivindicações, exigirem a construção da estrada da localidade e a disponibilização de água com qualidade para o consumo doméstico.

Santo Antão adere aos protestos com negra bandeira da fome: Moradores de Figueiral promovem manifestação com estrada e água no topo das reivindicações

A população da zona de Figueiral, conhecida pela sua revolta popular contra a Lei de Base da Reforma Agrária, resolveu sair, esta segunda-feira, à rua em protesto às politicas públicas do Governo de Ulisses Correia e Silva e da actual Câmara Municipal da Ribeira Grande liderada por Orlando Delgado. Em causa esteve, segundo os jovens e homens de calças de pés roladas, ao estado de abandono em que a referida aldeia de forte vocação agrícola foi votada pelas autoridades locais e centrais.

“A estrada está em péssimas condições e de difícil utilização quer pelos carros quer pelas pessoas que transitam a pé”, disse Manuel Martins, porta-voz da comunidade citado pelo Inforpress, apontando o exemplo das pessoas idosas que têm de enfrentar dificuldades acrescidas, devido à idade, quando precisam transitar nessa estrada.

Outra reivindicação tem a ver com o abastecimento de água potável à população local já que, segundo Manuel Martins, “quando se abre uma torneira em Figueiral a água sai com ‘manê cabeça’ (larva de mosquito) e com lama” que a torna imprópria para consumo humano”.

“Hoje em dia só consumimos água engarrafada em Figueiral porque a água que chega na torneira não tem qualidade”, garantiu Manuel Martins.

“Estamos abandonados há mais de 20 anos”, disse uma manifestante que responde pelo nome de Maria de Fátima, reiterando a necessidade da construção da estrada da localidade e a melhoria da qualidade da água.

Maria de Fátima não compreende que haja um furo na localidade enquanto continuam com dificuldades no abastecimento quando o equipamento desse furo poderia resolver o problema.

“Temos vindo a ouvir várias ‘bocas’ (boatos). Uns dizem que o furo não tem água, outros que estão à espera do aval da ANAS”, disse Maria de Fátima que, por isso, pede a presença do ministro da Agricultura e Ambiente e da ministra das Infra-estruturas com vista à tomada de medidas relativas a essas duas questões.

“Disponibilizo-me para contribuir com 50 por cento (%) do custo de equipamento do furo de passagem de Maria Teresa”, disse um dos organizadores da manifestação, Albertino Dongo, como forma de garantir água potável naquela localidade.

Inexistência de iluminação pública, falta de atenção à juventude, o deficiente sinal da RTC são outros problemas identificados pelos manifestantes e cuja resolução exigem para breve e até prometeram voltar a sair à rua dentro de dois meses se, nesse período, não tiverem recebido qualquer resposta às suas reivindicações. C/Inforpress.

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