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Santo Antão: Municípios sem recursos financeiros para deslocalização da lixeira inter-municipal 16 Dezembro 2017

Os municípios de Santo Antão não conseguiram ainda os recursos financeiros necessários, na ordem dos 30 mil contos, para a deslocalização da lixeira inter-municipal, já considerada “um problema de saúde pública”, devido à sua má localização.

Santo Antão: Municípios sem recursos financeiros para deslocalização da lixeira inter-municipal

Desde 2016, a Associação dos Municípios de Santo Antão (AMSA) procura mobilizar, sem sucesso, junto do Governo e de outros parceiros uma verba à volta de 30 mil contos para deslocalizar a lixeira intermunicipal, para um sítio mais adequado.

Essa lixeira fica situada nas imediações da Ribeira Brava, no enfiamento da estrada Porto Novo/Janela, um sitio impróprio para o funcionamento desse espaço que, segundo a AMSA, precisa ser deslocalizado para uma zona onde não represente riscos para saúde das pessoas, nem para o ambiente.

O Governo, segundo o ministro da Agricultura e Ambiente, está, sim, empenhado em que esta ilha tenha, a médio prazo, o seu aterro sanitário, estando a trabalhar com as câmaras municipais na mobilização do financiamento para essa infra-estrutura, que se vai localizar nas proximidades de Morro de Tubarão, no Porto Novo.

A solução para “os graves problemas” que Santo Antão enfrenta, em termos de gestão dos resíduos sólidos, que se colocam com maior acuidade nos municípios do Paul e Ribeira Grande, passa pela construção do aterro sanitário, segundo o governante.

O Governo diz-se, assim, “disponível” para apoiar os municípios de Santo Antão na montagem de sistema de tratamento, mas, antes disso, segundo o ministro, “há que gerir bem” o lixo produzido no Paul e Ribeira Grande, diariamente, despejado na lixeira inter-municipal.

Segundo o edil do Porto Novo, Aníbal Fonseca, os municípios de Santo Antão estão “empenhados” na procura, conjuntamente com o Governo, do financiamento para a instalação do aterro sanitário desta ilha, que se depara, actualmente, com uma situação “extremamente difícil” em matéria de recolha e gestão do lixo.

O aterro sanitário é um projecto do Governo, mas as autarquias estão envolvidas na mobilização de parcerias com vista à implementação dessa infra-estrutura, que pode custar cerca de 200 mil contos, avançou o autarca.

Os santantonenses estão, cada vez mais, preocupados com a situação da lixeira intermunicipal, que consideram já “um problema de saúde pública”.

Além do lixo que está a invadir a estrada, os condutores que transitam, diariamente, nessa via têm manifestado ainda a sua preocupação com queima dos despejos, situação que, a seu ver, está ainda a dar “uma má imagem” à ilha de Santo Antão.

Os serviços dos bombeiros do Porto Novo têm estado, igualmente, a alertar para o perigo que a queima do lixo representa para os veículos, sobretudo para os que transportam combustíveis e gás, uma vez que a lixeira fica mesmo junto à estrada.
Fonte: Inforpress

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