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São Domingos: PAICV rebate o ex-edil Clemente Garcia e reafirma que herdou uma dívida de mais de 260 mil contos 25 Julho 2022

O líder da bancada municipal do PAICV em São Domingos reage, em conferência de imprensa, às declarações proferidas pelo antigo presidente Clemente Garcia sobre as dividas que deixou para atual equipa do Edil Isaías Varela. Ulisses Borges informa que a atual Câmara herdou um avultado valor em dívida, que ascende os 260 mil contos.

São Domingos: PAICV rebate o ex-edil Clemente Garcia e reafirma que herdou uma dívida de mais de 260 mil contos

As avultadas dívidas acumuladas pela anterior equipa camararia junto das empresas, conforme explica o conferencista, estão distribuídas da seguinte forma:

  • com o banco a dívida está orçada em mais de 113 milhões de escudos;
  • com a INPS deixaram uma dívida de 40 milhões de escudos;
  • com a Finança têm uma dívida de mais de 20 milhões de escudos;
  • com os empreiteiros a dívida está orçada em de 23 milhões de escudos;
  • na Eletra a dívida é de mais de 13 milhões de escudos;
  • à Unitel tem mais de 1 milhão de escudo por pagar;
  • com os terceiros a divida ultrapassa os 14 milhões de escudos, e
  • junto da CV Telecom a câmara anterior deixou 4 milhões de escudos por pagar.

Ulisses Borges acrescenta que essa situação assumiu maior gravidade, uma vez que a grande maioria dessas dívidas eram desconhecidas pela atual equipa, por não terem sido declaradas na passagem das pastas.

A bancada do PAICV questiona ainda quem é responsável pelas transferências feitas para a execução de obras iniciadas em algumas localidades do município e que não foram terminadas na sua totalidade. São os casos da requalificação de Choupana, as obras de Achada Baleia e de Vale da Custa, bem com a estrada de Nora que passa frente à Delegação do Ministério de Agricultura e Ambiente, entre outras.

Situação do INPS preocupa o município

De acordo com a mesma fonte, a Situação junto do INPS é complicada, já que a mesma prejudica de forma direta aos trabalhadores que deveriam ter esse serviço à sua disposição.

É de explicar que esta situação vem desde 2010 criado pela má gestão de empréstimo bancário no valor de 90 milhões de escudos para a compra do terreno de Ribeirão Chiqueiro, cujo o propósito era infraestruturar e vender os lotes. Então venderam os lotes, não foi feito a infraestruturação e o pior não foi pago ao banco o valor em dívida e muito menos se sabe deste dinheiro, o que considerámos gravíssimo», denuncia.

O conferencista acrescenta que quando chegou o período de começar a pagar as prestações, não havia dinheiro e o banco começou a retirar o valor das prestações do Fundo do Financiamento Municipal. «Esta situação criou dificuldades no pagamento dos salários dos trabalhadores e a Câmara recorreu aos descontos feitos aos trabalhadores para a segurança social para liquidar as prestações vencidas. Esta situação permaneceu até os dias de hoje, ou seja, são os próprios funcionários da CMSD que pagam os empréstimos feitos junto à banca em 2010. O problema maior é se não se pagar o banco os funcionários terão dificuldades em receber os seus salários, já que não há outra forma de pagar as prestações referidas. Prova disso são as dívidas acumuladas junto ao INPS no valor de mais de 40 milhões de escudos”, explicou.

Empréstimo obrigacionista «para projetos viáveis»

O conferencista informa que a autarquia local conseguiu um empréstimo obrigacionista junto da Bolsa de Valores de Cabo Verde no valor de 160 milhões de escudos. «Este empréstimo foi fruto de uma boa negociação entre as partes e também porque a Câmara Municipal de São Domingos apresentou projetos viáveis que mereceu a confiança dos investidores. Por isso, aproveitamos este momento para reconhecer e agradecer por esta parceria, a todas as partes envolvidas neste processo e felicitar ainda a CMSD pelo mérito em conseguir este importantíssimo empréstimo a bem do nosso município», salienta.

Face à situação descrita, Ulisses Borges apela a todos, nomeadamente ao governo central, à Presidência da República, aos parceiros, às ONGs, às instituições locais, às igrejas e sobretudo a todos os sãodominguenses residentes, não residentes e na diáspora a ’um djunta mom cabeça e coração’ para que possamos colocar São Domingos no mais alto patamar de desenvolvimento.

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